INTIMIDADES COM A SOGRA NO BAR DE MÁRIO E PAULO VENTÃO

Histórias Engraçadas

Fábio Campos

Em plena tarde de Domingo do Carnaval de 82. Em frente à Matriz de Senhora Santana, tiramos uma foto do Bloco “Intimidade com a Sogra”. Nela vê-se: Em pé: Jário da Maringá, Paulo Mandú, Valter Nestor e Tonho “Baleia”; sentado nos degraus: Eu, ao lado do saudoso, Nilton “Bofada”, Beto, e sua namorada, Mônica Pacífico, Tonho Baixinho, André Pacífico, Mário “Cruzeta”(do Bar Comercial), Luciene Pacífico, Noberto Nobre e a namorada Sandra, Gilda da Maringá, “Caga Beco”, e Marcos “Tripé”.

Hoje, olhando a foto, lamento porque não estão todos os componentes do bloco, no momento do registro, que ficará para a posteridade. Sentí de imediato a falta do personagem mais polêmico do bloco: Paulo Ventão. Atualmente, o senhor Paulo Roberto, um pacato pai de família e funcionário público.

Naquela época vivia seus “áureos” tempos etílicos de Paulo Ventão. Tempo em que, firmara contrato com a fábrica da Pitú: Ela com fornecedora; Ele como consumidor Número Um. E todos os dias, religiosamente, tinha que frequentar o Bar Comercial, do nosso amigo Mário Pacífico, para dedicar-se ao consumo do composto etil à base de cana-de açúcar: A cachaça!

Era o Bar, a séde do Bloco “Intimidade com a Sogra”. Lá, entre uma latinha e outra de Pitú, fluíam as idéias pra o Bloco, com relação à fantasia, músicas, “ensaios” e etc.

Estávamos, em certa ocasião, quase todos por lá, de repente alguém puxa uma música de carnaval: -Em rio que tem piranha jacaré nada de costa.../

Todos ali sabem que o refrão dessa música é: -...Eu tô como o diabo gosta!

Mas Paulo Ventão, já com latinha e meia no bucho, completa: -...Eu vou de bicicleta!

Aí ninguém aguenta e cai na gargalhada. Beto interfere: -Pessoal é sério! Vamos ensaiar...

E começa, ele mesmo a música-hino do bloco: -Nessa onda eu vou/ Nessa onda iá iá/ É o bloco da sogra/ Que acabou de chegar...

Novamente Paulo Ventão. Copinho, com uma dose de Pitú, na mão. Sai com essa música: -É flau é flau é flau/ É feito na Barriguda/ É feito da própria fruta/Refresco bem natural...

Aí Mário endoidava de vez e a confusão estava feita.

Paulo Ventão, morou uma época, na pensão de Maria Brito em Maceió. Certo dia, lá estava ele, doido pra tomar “uma”. Mais “Liso” que pau de sebo. Procura, mas não encontra, um amigo que lhe faça a caridade cristã de pagar-lhe pelo menos “uma”. Então resolve dormir. E dormindo, sonha. Sonha que está em Santana, no Bar Comercial.

E pede: -Mário! Bote “uma” pra mim!... Ele bota.

-Mário! Pegue aí um pedaço de qualquer coisa... E lá vai Mário pra cozinha...

Daí, Maria Brito chama-o aos gritos: - Paulo!Paulo! Acorda! Vamos almoçar!...

Paulo acorda revoltado: - Isso é uma Pôxa!... Eu devia ter tomado sem tira-gosto mesmo!

Santana do Ipanema 04/06/2009

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