Só 34,7% dos prefeitos de AL apostam em equilíbrio das contas este ano

Economia

Por Kelmenn Freitas | Portal Gazetaweb.com

Outros 20,4% deles são mais pessimistas e não acreditam que 2018 será melhor para as finanças municipais

Apesar do presidente Michel Temer e sua equipe econômica reforçarem que a tendência é de melhoras para a economia, 20,4% dos prefeitos de Alagoas preveem um 2018 ainda mais difícil que o ano passado. Outros 34,7% deles são mais esperançosos e acreditam que esse ano será melhor para as finanças municipais. Os números fazem parte de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com os prefeitos das mais de 5 mil cidades Brasil afora.

A pesquisa também mostra que não foi tarefa fácil para as prefeituras fechar as contas no final do ano passado. No caso de Alagoas, 30,6% dos 102 municípios não conseguiram encerrar 2017 com as contas equilibradas, 45,9% deixaram restos a pagar e outros 39,8% atrasaram o pagamento de fornecedores em dezembro.

51% dos prefeitos alagoanos, assim como boa parte dos gestores pelo país afora, também contavam com o repasse do Apoio Financeiro aos Municípios (AFM), em dezembro passado, para fechar as contas. Como já se sabe, o dinheiro não foi liberado na época e só agora, em março, é que o presidente Michel Temer sancionou a lei que autoriza a liberação de R$ 2 bilhões aos municípios referentes ao AFM. Os municípios de Alagoas devem receber R$ 47,7 milhões desse total.

Ainda segundo o mesmo levantamento, as áreas mais prejudicadas nas prefeituras no final do ano passado foram o pagamento de fornecedores, salários do funcionalismo público e, principalmente, o 13º salário dos servidores. Um total de 19 municípios atrasaram os salários e 23 prefeitos informaram que o percentual gasto com pessoal na folha de pagamento de dezembro passado foi acima de 60% da Receita Corrente Líquida.

Contenção de despesas

Entre as medidas adotadas para conter os gastos, os prefeitos apelaram para a redução no quadro de funcionários, desativação de veículos, desativação de equipamentos, alteração do horário de expediente dos órgãos municipais, redução de despesas de custeio, redução de salários deles próprios e dos vereadores, redução de cargos comissionados e suspensão da prestação de alguns serviços à população.

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