A história é a rainha das ciências, haja vista nos levar às mais longínquas distâncias e ainda detalhar, com perfeição, todos os ângulos, enriquecendo o leitor.
Exerci, com sublime vocação, a profissão de professor por cerca de 25 anos interruptos. Quantas viagens nas asas da história sem nunca ter viajado. Conheci culturas, hábitos, ecossistemas, tudo quanto a história prodigaliza a quem gosta de ensinar. Quanto aprendi!
Cora Coralina sentenciava que: "Aprende pouco quem ensina muito", e eu acrescento este adendo: aprende pouco quem muito estuda, e pouco sabe quem estuda pouco.
A história conta o passado e registra o presente com perfeição, levando o Marquês de Maricá a escrever que: "A história é a biografia da humanidade". Nesta aglutinação de palavras não cabe mais nada. Se suas palavras, caro leitor, são maiores e melhores, serás um sábio. É da necessidade que nasce a sabedoria.
Quando o gênio Alberto Santos Dumont (20/07/1873-23/07/1932) trabalhava na sua engrenagem, era o protótipo que se tornaria, ao meu ver, o maior inventor da engenharia do mundo, o avião, errando e acertando, mas continuando, jamais tendo sido subestimado pelo fracasso, sublimando sempre pelas maiores buscas, querendo sempre ampliar seus conhecimentos. Mesmo tendo errado 13 vezes, jamais lhe perpassou a ideia nefasta de desistir, mas de se aperfeiçoar mais, a sua resistência na luta idômita.
Santos Dumont conseguiu voar no avião que passou para a história como "14 Bis". As pessoas, na época, viram assustadas Santos Dumont montado em seu invento, seu ideal se tornando realidade, tão importante quanto útil, assombrando o mundo.
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Colunistas: RELÓGIO QUE ATRASA NÃO ADIANTA
LiteraturaAntonio Machado 11/06/2026 - 11h 30min Acervo do Autor
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