O seu porte físico não impede de realizar grandes jornadas em busca da fé e da paz espiritual. Tudo isso ele encontra no amor que desprende ao nosso Deus para chegar a Jesus e Maria, a Santíssima Trindade. Tivemos a felicidade de tê-lo como um caminhante abençoado em nossas caminhadas. Assim, como Moisés apoiado em seu bastão e guiado por Deus deixou o Egito conduzindo os judeus à Terra Santa, o nosso beato se desfaz do aconchego de seus familiares para se integrar ao calor de uma amizade que brota dos seus amigos, mas, com um objetivo maior, sentir a presença do Senhor em cada caminho que trilhar. Primeiro foi à subida da Serra da Camonga em julho de 2010, quando o nosso devoto, vendo o grande número de caminhantes que se atiraram àquela aventura, preferiu estacionar o seu corpo na metade da subida, e ali, junto a uma rocha, com seu cajado elevou suas orações ao alto para que nenhum imprevisto viesse acontecer aos seus amigos. Porém, na chegada ao cume da serra por alguns aventureiros, as lágrimas do beato banharam seu rosto mais uma vez numa demonstração de fé, ao ouvir trazido pelo sopro do “Senhor”, lá do alto, o Hino de Nossa Excelsa Padroeira Senhora Santana, incitado por seu primo Fábio Campos.
Nos dois anos seguintes, nesse mesmo período, o devoto Xogoió outras vezes confirmou a sua devoção cristã, conseguindo alcançar os topos das montanhas situadas na Fazenda Tigre e nas adjacências do povoado São Felix, apenas se equilibrando em seu cajado. E outras vezes se emocionou contagiando a todos os caminhantes, quando leu comovido dois versículos do Livro dos Salmos de Davi, e chorou mais alto durante o canto do Hino de Senhora Santana. Este ano a VIII Caminhada Homero Malta e Floriano Salgueiro tomará o destino da Pedra D’água dos Alexandres, atendendo o honroso convite do amigo Neubens Mariano. E certamente estará conosco o nosso religioso Xogoió, abençoando a todos os caminhantes e anfitriões com a maior de todas as orações que o Pai Eterno nos ensinou. Temos certeza que a VIII Caminhada vai deixar saudades pela receptividade, pelo carinho, pela emoção, pelos caminhantes e pelo prazer de mais uma vez, vivenciarmos a presença de Deus através da fé e das orações do querido beato José Antônio Soares Campos, o nosso Humilde Xogoió. E para concluir esta minha crônica e, em nome de todos os caminhantes, quero registrar a ternura que todos sentimos por este grande amigo, com o refrão do hino de nossa eterna padroeira: “PROTEGEI-NOS SENHORA SATANA.
Aracaju, 20/07/2014.
O BEATO DAS NOSSAS CAMINHADAS
CrônicasRemi Bastos 21/07/2014 - 23h 21min
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