A tênue luz crepuscular dissolve-se
E, como manto, nuvens plúmbeas aquietam-se
Á flor das águas do Ipanema.
Sua lâmina prateada reluz.
Sobre a flor da águas
Uma flor desliza e vai
Oh! Linda flor segue teu destino
Destino de ser água, terra, fogo e ar.
Assim como eu, pássaro vadio,
Um mergulhão negro sobrevoa doce e atroz
Em vôos rasantes, rio acima, rio abaixo.
Deixando rastros de cristal
Beijando a face prateada da água e da luz
Sob o clarão do luar.
Venerando o dia que finda,
Saudando a noite que chega.
UM RIO
PoesiasJoão Neto Félix Mendes 12/02/2012 - 11h 54min
Comentários