NO TEMPO DE MAIZENA E SERINGAS

Contos

Por Eduardo Proffa

O bloco entrava pela rua
Arrastando a multidão
O povo branco de Maizena
E a seringa em cada mão

Naquele tempo não tinha corda
Nem havia confusão
O mela-mela era animado
Que saudade da canção:

“Pai poico da uruba,linda fera, cabeção,
Cabeça de bague chope, linda fera, bundião...”

O frevo dava o compasso
E o passo a alegria
Tinha banho de mangueira
Em cada casa, uma cortesia

Alaúça puxava o côro
Não havia solidão
Pros amigos o abraço
Pras meninas o coração.

Eduardo Proffa
Poeta
Professor de Educação Física
(82) 8807-5064

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