O mês de Julho é um mês ansiosamente aguardado por todo santanense, afinal é nesse mês que ocorrem duas festas de peso pra história do município. A Festa da Juventude que causa com a mesma intensidade, euforia em uns e revolta e indignação em outros. A sugestão é que se sentem as partes interessadas e discutam alternativas para melhoria da realização deste evento.
A outra é a Festa alusiva a nossa padroeira Senhora Santana. Por nove noites a paróquia convida o povo a louvar e agradecer a Deus pelas graças e bênçãos concedidas ao longo de todo o ano. É a oportunidade de reverenciarmos aquela que insistentemente pedimos:
“Derramai de lá do Céu graças mil sobre nossos Sertões”
Muito foram os párocos e vigários que passaram pela nossa paróquia, alguns escreveram seu nome na história do município: Padre Francisco Correia, padre Capitulino, padre Bulhões, padre Cirilo, entre outros.
Na década de setenta chegou a nosso município um grupo de freiras holandesas, andavam em campanha missionária e aqui se estabeleceram. Fundaram o Colégio Sagrada Família que mantinha os cursos, primário e colegial, correspondente ao atual ensino fundamental. De fato era uma escola particular, muito embora mantivesse atividades sociais: Ensinava-se ali, Arte Culinária, Artesanato e Corte e Costura para pessoas interessadas e famílias carentes. E não eram apenas essas as atividades sociais exercida pelas irmãs holandesas. Atuavam também ajudando no Asilo São Vicente de Paulo dos idosos. No Posto de Puericultura, com as mulheres lactantes ou em estado pré-natal.
O intercâmbio religioso das irmãs holandesas exigia que pelo menos uma vez por ano elas retornassem a seu país de origem e outros missionários viessem para substituir os que se iam. Certa ocasião veio para nossa cidade o holandês padre Timóteo. Descrevamos fisicamente o indivíduo, para que relembremos aos que tiveram oportunidade de vê-lo, e tenham uma idéia os que não o conheceram: Era alto, suficiente pra ser jogador de basquete, magro suficiente pra entrar pela boca de uma garrafa. E completando o sinistro, era feio. O nariz tinha meio palmo, a testa grande, um cabelo ralo e fino. Além do que era esquisito no jeito de andar, falar e agir.
O padre surpreendido com o modo de vida do sertanejo, ridicularizava esse nosso jeito desengonçado, nos seus sermões. Inclusive numa noite de novena de Senhora Santana, balançando demasiado seu corpo feito uma vara verde e falando com voz de cacoete, expunha nossas mazelas:
-...E Dona “Mariazinha” vem me perguntar:
“-Ôooo padre! Ééé pecaaaadooo evitar fiiiilhoooos!?”
Eu respondo: -Dona “Mariazinha” toma vergonha na cara que pecado mesmo, é botar filho no mundo sem compromisso...Sem responsabilidadeeee!!! Só pra satisfação sexual do marido (e se balançava todo, quase imitando o ato sexual).
A igreja toda ria acintosamente.
Fabio Campos 27/07/2010 É professor em S. do Ipanema – AL.
Contato: fabiosoacam@yahoo.com
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