LIteratura: Deus e o Universo Holográfico (Parte 4/4)

Literatura

Por Fernando Soares Campos

Provas da existência de Deus, na forma em que ateus e deístas exigem, precisariam ser corroboradas pela ciência. Somente os fanáticos de qualquer orientação doutrinária, aqueles que se acomodam a uma ditadura dogmática, creem naquilo que, para eles, não se deve contestar a existência, nem mesmo por meio de uma proposta de representação especulativa. O problema é que a ciência nem sempre comprova a existência daquilo que ela própria diz existir ou ter existido. Em razão disso, muitos homens de ciência também impõem dogmas, certamente sob argumentações falaciosas. Isso ocorre, provavelmente, por mero orgulho próprio, ou mesmo pelo equivocado sentimento corporativista em defesa dos interesses da classe profissional a que o indivíduo pertence.

Ao formular uma teoria, mesmo que seja de caráter científico, podemos partir de premissas fundamentadas em indícios verificados na ocorrência de acontecimentos factuais. Prosseguimos considerando possíveis resoluções de cálculos e equações matemáticas, verificamos dados estatísticos que incidam sobre o objeto teórico e submetemos as conclusões a princípios filosóficos que redundem em raciocínio lógico. Pode-se até mesmo lançar mão de recursos literários, com o propósito de tornar a teorizadora proposta o mais inequívoca possível. Também precisamos considerar os critérios aplicáveis à distinção entre aquilo que possa ser tido como ciência, não-ciência, ou mesmo ao que tratarmos por pseudociência. Devemos, ainda, fazer clara distinção entre os conceitos religiosos e filosóficos em confronto com as leis da Física e da Biologia. Dessa forma pode-se conduzir a elaboração de uma teoria evidenciando o seu caráter “científico” ou “não científico”.
Teoria do Big Bang
Pelo visto, como já dissemos em outras ocasiões, quando nos encontramos na bifurcação entre criacionismo e evolucionismo, pretendendo tomar um desses caminhos, precisamos criar, pelas vias de uma investigação transcendente às realidades manifestas, o "elemento" que deu origem a um ou outro processo tido como criacionista ou evolucionista. E acredite nele quem tiver imaginação.

Vejamos, por exemplo, a Teoria do Big Bang, que se desdobra em duas matrizes, a do Big Bang Quente e a do Frio, ambas permeadas de adendos que tentam corrigir ou complementar as ideias sobre a origem e evolução do Universo.

Analisando a Teoria do Big Bang, pode-se constatar que os métodos tidos como científicos, aplicados na sua elaboração, não se enquadram nas determinações de uma metodologia científica, mas são simplesmente explicáveis por "terminologias” científicas. Porém, nesse específico caso, nem mesmo a terminologia empregada pode ser considerada genuinamente científica, pois tratam de um ponto no Nada (um espaço inexistente), ou, como querem, no espaço atemporal(um possível absurdo geométrico ou mera representação artística). Daí, enchem o ponto no Nada de partículas subatômicas que teriam vindo do Nada e tratam de suas reações, sem determinar a ação inicial, a causa que teria gerado combinações “aleatórias”. Tudo isso sempre usando uma suposta terminologia científica.

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