Vamos falar da língua?
As falas das pessoas emitem sons (fonemas) e alguns diferem de região a região, de época a época, de pessoa a pessoa etc. Cabe na crônica: más, mais, mas e [mãs]?
Aprende-se na escola: língua estrutura-se em aspectos que compreendem fisiológicos, fônicos e físicos. E quase todo mundo já ouviu alguém falando: más, mais, mas e [mãs]; “mas”, quando conjunção adversativa, por exemplo, e “más”, plural de má (adjetivo feminino de mau), “mais”, quando antônimo de menos, e [mãs] em lugar da pronúncia
Toda vez que se expira produzem-se sons das falas. Origem das falas é o som, este gerado pela passagem de ar que se desloca dos pulmões. Um mesmo fonema (fone/som) varia foneticamente.
Cada falante possui a sua fala própria. [Mãs] representa alofone num dialeto desviando a pronúncia na conjunção adversativa “mas” ao se falar [mãs]. O que muda ao se falar [mãs] quando se quer dizer
Toda língua é, gramaticalmente, estudada pelos sons da língua. Cabendo a Fonologia (ramo da Linguística) estudar a fonética da língua. Fonética estuda a fala. Palavras são compostas por fonemas (sons individuais, ou seja, unidades sonoras mínimas que se ouvem quando se fala).
Sons (fones) simples, os fonemas, por que são diferentes? São porque os falantes falam diferentes. Se Fonologia estuda o jeito próprio que a fala encontra na comunicação da língua, como é sabido, Fonética estuda fones (sons) das falas quer na percepção quer na natureza física.
Falas em quaisquer línguas (social, regional ou individualmente) produzem diferentes sons num mesmo fonema. Quando se fala, n sons distintos surgem por quem fala. Vogais, semivogais e consoantes dividem fonemas; delas (consoantes, vogais e semivogais) vêm diferenciações nas pronúncias das palavras faladas pelos falantes.
E é assim que alguns sons fonéticos dum lugar mudam em outro. Os sons (fones) nas falas são vulneráveis às variações regionais não apenas nas 27 unidades federativas (DF e 26 Estados), mas nas divisões internas destas unidades, e também nos espaços rurais e urbanos. Fenômeno talvez a ser trazido em outra crônica e seguir falando da língua.
M. Ricardo-Almeida
VAMOS FALAR DA LÍNGUA (Quem fala más, mais e mas? Ah, e também há [mãs])
CrônicasM. Ricardo-Almeida 26/03/2021 - 20h 10min

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