Acabo de me tornar proprietário do livro do meu estimado amigo Luiz Antônio de Farias (Capiá), SAUDADE MEU REMÉDIO É CONTAR. Já dizia o pensador, que só é dono de um livro aquele que o lê e confesso que somente depois de muito tempo militando no mundo livresco é que tomo consciência dessa assertiva.
Estava na reunião extraordinária da Academia Santanense de Letras Ciências e Artes – ASLCA, realizada na Biblioteca Pública Municipal Breno Acioly no fim da tarde de domingo, 29 de setembro de 2013 quando momentos antes da reunião desfrutava do privilégio de conversar com o amigo Capiá. Privilégio porque temos muitos assuntos para tratar sempre que nos encontramos e podem ter certeza, conversas muito produtivas. Em dado momento, Capiá com seu humor e suas tiradas legais diz “A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE, lembra?” Eu totalmente alheio a situação disse que não e a resposta foi imediata: - Você não leu meu livro!.
A vergonha tomou conta de mim e a carapuça realmente caiu. Em meio a inúmeras coisas e tantas leituras adquiri o livro citado em julho de 2010, cujo lançamento aconteceu no salão principal da Associação Atlética Banco do Brasil no Encontro de Muralistas daquele ano e que na oportunidade também foi lançado o livro À SOMBRA DA QUIXABEIRA coletânea do Portal Maltanet distribuída pelo SWA Instituto.
Declaro-me réu confesso. Não li o livro por achar que todas as peças compostas estavam publicadas no link literatura do Portal Maltanet, mas quando retornei a minha residência percebi que a crônica MORTE DA ESPERANÇA não estava no rol das publicações.
Mas como bom leitor e para me redimir, retirei o livro da estante da Biblioteca Professor Alberto Agra, onde estão todos os livros que agora não sei se são meus, vou ter que verificar, e o li totalmente e para mim foi muito agradável reler os textos já vistos, rir dos causos contados pelo amigo Capiá, rever os documentos apresentados no final da obra, cujos originais já tinha visto quando da minha visita a Fazenda Lagoa do Rumo, onde desfrutei da companhia do autor e provei da agradável cachaça por ele produzida, cujo registro fotográfico está no livro.
Peço desculpas ao Capiá e acho que ainda dá tempo, como fez seu Antônio Brasiliano que foi cobrar garantia de uma alpercata produzida por Seu Firmino que apresentou defeito após 18 anos de uso, crônica também não publicada no Portal.
Feitas as observações, lida a obra, matei a saudade e agora posso dizer que o livro “SAUDADE MEU REMÉDIO É CONTAR” me pertence e consequentemente à biblioteca que citei anteriormente como também é uma excelente obra genuinamente sertaneja.
E agora uma importante observação “NÃO ADIANTA COLECIONAR LIVOS EM ESTANTES BONITAS”! Obrigado Capiá pelo puxão de orelha que me serviu bastante e aumentou a admiração que sinto por você.
Santana do Ipanema-AL, Outubro de 2013.
SAUDADE MEU REMÉDIO É CONTAR
Contospor José Malta Neto 13/10/2013 - 19h 22min

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