Zefinha de Vitorino como é conhecida, é uma jovem senhora solteirona e celibatária, já sessentona vivendo numa casa velha escura bem comprida, no centro de Olho d’Água das Flores.
Seus irmãos foram casando e os pais morreram de velhos, quando bem quiseram deixando Zefinha enrolada nos cobertor das lembranças em companhia do seu belo gato, chamado de Pinico, seu xodó. Muito religiosa, e muito querida pela comunidade, vivendo sua vida para Deus e a igreja, esquecida das vaidades mundanas, mesmo vivendo em pleno centro comercial.
Ocorreu, porém, que no último dia 05 de junho, foi inaugurado o asfalto do centro comercial da cidade, e por ironia do destino, armaram o palanque oficial em frente a casa de D. Zefinha, que ganhou uma boa oportunidade de ver o Governador Teotônio Vilela, comodamente, da janela de sua casa.
A cidade estava assanhada, os ps. (puxa saco) do prefeito, davam ordens informando tudo, mesmo mentindo, mas estavam em contato com o povão, sobre o roteiro do Governador, a guarda municipal entonada numa fatiota (roupa nova), parecendo mais um gato de botas das historias em quadrinhos, desfilavam garbosamente pelo novo revestimento que cobria o comercio, enquanto a garotada fazia cavalo de pau com suas bicicletas feias. No palanque o locutor Toinho, atarracado numa nova bacorinha (calça nova), deixando-o mai s baixo e bonachão, tentava imitar a cada instante o finado Adeilson Dantas, esgoelando-se com seu português rabo de cabra, entre uma palavra certa e três erradas, gritando muito como é do seu feitio, dizendo que Olho d’Água das Flores, agora está mais bonita, num jargão repetitivo e enfadonho, e nos intervalos o sanfoneiro Roso, tocava bem e canta ruim, fazia o seu show, no aguardo de sua excelência , o governador, que só atrasou três horas.
Na rua os bo. (balança ovo) do governador, de roupa preta e fones nos ouvidos, olhando pra cima davam as ultimas coordenadas.
Dª Zefinha, admirava tudo de sua janela, a tudo assistia. Quando de momento, aparece o Governador Vilela acompanhado do Prefeito da cidade, Dr. Carlos André Paes Barreto dos Anjos, e o povão. Em meio a tudo isto, o governador segredou ao ouvido do prefeito: “Nen, eu quero mijar, antes de ir ao palanque, o prefeito imediatamente, entrou com o governador na casa de D. Zefinha, eleitora de carteirinha de Nen. Esta diante de sua simplicidade, põe-se a chorar no meio da sala. Seu primo, ex-prefeito Dorival Bezerra, presente ao ato passa a lhe consolar. De volta da boa mijada, o governa dor abraçou D. Zefinha agradecendo-lhe disse: deixe de tolice, Dª Zefinha , que governador também tem pinta e mija.
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