A natureza em seu tamanho infinito, tem sido cenário dos melhores, mormente para aqueles que se inspiram em sua beleza para encantar os que escrevem suas histórias reais e até hilarias ou camufladas em seu cenário multiforme.
O escritor Clerisvaldo B.Chagas, inspirou-se na Invasão Holandesa, ocorrida no Brasil especialmente em Pernambuco em 1.630 e que perdurou cerca de 24 anos, quando aquela casta de lordes, queria a qualquer custo, apoderar-se do domínio da cana-de-açúcar no nordeste.
O assunto escolhido pelo autor é abrangente levando a escrever 04 livros centrados no mesmo tema, todos romanceados denominados de ciclo do cangaço envolvendo as volantes a exemplo de Lampião e seu bando. Dada a força de aglutinação do autor, em montar brigas, assaltos, sedição as famílias, numa tramoia bem arquitetada pelo escritor tendo como pano de fundo uma possível arca, enterrada num determinado local, que uma vez descoberta, guardava em seu bojo, um grande tesouro deixado pelos holandeses, que perderam a batalha, cabendo com tudo, aos pernambucanos que encontraram a pseuda arca recheada de um grande tesouro, colocando-a numa embarcação, e tendo como caminho as águas revoltas do rio São Francisco, todavia, diziam quem visse o conteúdo da fatídica obra, certamente morreria, e para quem chegasse a conhecer a tal obra macabra vinha dos fatos ocorridos de forma trágica. E se pergunta quem logrou o tesouro? Tudo faz crer que ficou no tempo, perdendo-se nas linhas sinuosas da história. As barbaridades provocadas por aqueles que comandavam todo o trajeto da embarcação duvidosa, em dentro dos moldes do cangaço comandado, por Virgulino, o Lampião. Aqueles que escondiam os defensores do objeto sinistro, eram trucidados com atitudes animalescas como fazia o rei do cangaço com aqueles que lhe caiam nas mãos.
Os deuses de mandacaru, planta dos cactos, nas trovoadas no sertão, quando ocorre sua floração enfeitam e mudam a paisagem local, o mandacaru é tão forte como a coragem do homem sertanejo.
De parabéns, pois, caro escritor Clerisvaldo B.Chagas, por sua coragem de escrever e lançar numa noite de autógrafos 4 obras valiosas sobre as belezas e as brigas do sertão, num paradoxo bem-feito. Deuses de mandacaru que hora comento já conclui a leitura e para tanto, estou publicando neste portal as minhas mínimas impressões tão logo conclua a segunda obra, farei outro comentário. Você,é deveras, um grande homem das letras,
Confúcio escreveu: “Não são os princípios que dão grandeza ao homem. É o homem que dá grandeza aos princípios”.
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