Colunistas: SEM REFERENCIAIS NÃO VIVEMOS, APENAS SOBREVIVEMOS

Literatura

Por Pe. José Neto de França

Enquanto a vida, o tempo corre no existir de cada ser do gênero humano, naturalmente como já é praxe no universo inteiro, tudo tende a harmonizar-se, isso inclui, claro, o psicológico e o intelecto humano.

Como observador, fustigador de tudo que me cerca e, também, diz respeito a mim, tenho observado essa dinâmica.

Para ajudar nessa harmonização em relação a nós mesmos e ao mundo, necessitamos de referências que pode ser física/temporais ou mística.

Sacerdote que sou, minha referência primeira é Deus! Não poderia ser outro, creio que isso seja, também, para cada pessoa que afirme crer/confiar em Deus!

Mas, em função de nossas fragilidades nas diversas dimensões de nossa vida, necessitamos das chamadas referências temporais – família (membros), amigos, metas... – hierarquizadas segundo cada pessoa.

Em relação a essa, questão, desde cedo vi-me refém dela. Aqui quero me referir as referências humanas.

Nesse caso, desde a mais tenra idade tive meus pais como primeira referência humana. Eu só me sentia à vontade quando estava próximo deles. Com o óbito de papai em 1999, tive um grande choque existencial, mas a presença de minha mãe supriu a ausência dele.

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