Colunistas: Meu Paletó Branco - por Djalma de Melo Carvalho

Cultura

Por Redação

Assinada, pela primeira vez, em 18 de fevereiro de 1957, guardo no fundo do baú, como recordação, a carteira profissional que legalizou minha condição de trabalhador. Fazia pouco tempo que eu completara 19 anos de idade, e trabalhara, desde os 15 anos, na condição de precário, sem registro trabalhista, em duas firmas da cidade de Santana do Ipanema, como balconista.
Agora, sim. Trabalho legalizado, com obrigações e direitos.
Como já sabia datilografia, uma vez que eu me preparava para concurso do Banco do Brasil, o convite me veio por intermédio de Gilvan Vieira Guedes, graduado funcionário do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), lotado no escritório regional da autarquia em Santana do Ipanema. Convite para submeter-me a teste no referido escritório, para suprir vaga ali existente.
Aprovado, logo assumi a função de auxiliar administrativo (datilógrafo), dali somente me desligando em 20 de julho de 1961, para tomar posse no Banco do Brasil.
Foram mais de quatro anos de trabalho num ambiente de boa camaradagem, de bons colegas, de gratas recordações. A meu cargo: cálculo e preparo da folha de pagamento do pessoal de obras, correspondências oficiais, relatórios, inventários, datilografando-os cuidadosamente.

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