Com o objetivo de aperfeiçoar o conhecimento para combater as fakes news e as propagandas abusivas nas eleições, três servidores do TRE/AL foram enviados para Cuiabá, onde participaram, nesta semana, - ao lado de outros integrantes de tribunais de todo o Brasil -, de um fórum de discussão com o tema "Propaganda eleitoral nas mídias sociais". À oportunidade, eles tiveram palestras sobre o combate ao uso de robôs, investigação digital e a fiscalização das propagandas, entre outros temas.
"O fórum permitiu que a gente pudesse aprofundar nosso conhecimento nesta área. O Tribunal Regional Eleitoral vai combater a utilização de fake news, bem como o abuso da propaganda eleitoral. Além de todo o nosso corpo técnico, a Justiça Eleitoral vai contar também com a ajuda da Polícia Federal, Ministério Público e outros órgãos que já atuam no combate a este tipo de crime. O TRE estará atento a todos os abusos", expôs o desembargador eleitoral Davi Lima, que participa do fórum.
Lima esclarece que o trabalho que será realizado com a PF deve combater, no primeiro momento, a divulgação de informações duvidosas propagadas por empresas que podem ser contratadas por eventuais candidatos. O desembargador apontou ainda que, além do trabalho que já está sendo feito, o TRE vai contar ainda com as denúncias realizadas por meio do aplicativo "Pardal" - que está sendo aperfeiçoado, além de informações repassadas por populares e, também, por partidos políticos.
O desembargador ressaltou que o trabalho de combater as informações abusivas não visa proibir a liberdade de expressão da população. "O nosso trabalho vai ser no sentido de fiscalizar e coibir as situações ilegais que estão elencadas na legislação como crimes abusivos", expressou Davi Lima. Além de Alagoas, a Justiça Eleitoral prepara uma força-tarefa para combater a disseminação de fake news nas disputas deste ano.

Servidores do TRE/AL participaram de Fórum Nacional em Cuiabá
A proliferação de notícias falsas e a atuação de robôs na internet também estão em discussão no Exército, na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e na Polícia Federal. O objetivo é evitar o impacto negativo de mentiras nas eleições, a exemplo do que ocorreu nas campanhas americanas e francesas, de Hillary Clinton e Emmanuel Macron.
Embora em menor escala, em 2014 a corrida eleitoral já havia sido influenciada pelas notícias falsas, com ecos no pleito de 2016. Boatos sobre o fim do programa Bolsa Família atingiram a então presidente Dilma Rousseff, levando centenas de beneficiários a agências da Caixa Econômica Federal. Na época, a PF concluiu que o boato "foi espontâneo", "não havendo como afirmar que apenas uma pessoa ou um grupo os tenha causado".
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