Literatura: OS ALPINISTAS DA SERRA DA MICRO-ONDAS por Remi Bastos

Cultura

Por Remi Bastos

O ano talvez tenha sido 1968, 02 de novembro, dia de finado. Encontro-me com Reginaldo Falcão por volta das oito horas em sua residência na descida da Avenida Dr. Arsênio Moreira, bem próximo a Pracinha de Sebastião Jiló, onde o convido para irmos à bodega do Terezão, pois sabia que Motorzinho estava dormindo lá com o proprietário da velha taberna. Após tomarmos alguns copos de vinho Dom Bosco partimos para o encontro dos dois amigos. Ao chegarmos batemos a porta e logo ouvimos a voz do Motorzinho que dizia, compadre Gevô tem alguém querendo comprar cachaça. Reginaldo continuava martelando a porta, quando de repente surge o Terezão com uma garrafa de guaraná Crush envolvida em uma flanela, dizendo assim: ?Ladrão comigo é na bala?, apontando a boca da garrafa para nós dois. Foi quando Reginaldo falou: ?guarde esta bobônica porque daí não sai nem peido?. Adentramos a bodega, quando percebemos que os dois amigos passaram a noite tomando cachaça dosada com vinho Zé da Onça e tira-gosto de sardinha. A partir daquele momento, os quatro deram prosseguimento à brincadeira.

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