A farinha de mandioca produzida pela comunidade quilombola Vila Santo Antônio no município alagoano de Palestina passará a ter mais qualidade. É o que afirmou na última sexta-feira, 11 de junho, a presidente da associação quilombola que mantém a Casa de Farinha da comunidade, Luziene da Silva, durante assinatura pelo superintendente regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Alagoas, Antônio Nélson de Azevedo, de ordem de serviço para reforma e ampliação da unidade.
Para apresentar a reforma da casa de farinha aos produtores de mandioca que utilizam a unidade, a Codevasf realizou uma cerimônia na comunidade, que reuniu ainda o deputado federal Joaquim Beltrão, responsável pela emenda parlamentar no valor de R$ quase 50 mil para a reforma, técnicos da companhia, representantes da Prefeitura de Palestina, vereadores e a população da vila Santo Antônio.
O evento contou ainda com a presença do proprietário da construtora Lisboa & Chagas Ltda, César Lisboa, que detalhou aos presentes todo o projeto de reforma e ampliação, que inclui a construção de dois banheiros, o revestimento em cerâmica da área interna, melhoria das instalações elétricas e colocação de tanque para coleta da manipueira, efluente liberado durante a prensa da mandioca, entre outras melhorias.
Segundo Luziene da Silva, presidente da associação, a Casa de Farinha da Vila Santo Antônio produz um tonelada de farinha de mandioca por semana no período de farinhada, que tem início entre os meses de julho a agosto e prossegue até outubro, quando há grande volume de produção da mandioca. Ao conhecer com maior detalhe o projeto de reforma e ampliação da unidade, a presidente da associação mostrou-se entusiasmada com a nova fase da casa de farinha. ? Há muito esperamos por essa reforma. Creio que a reforma vai trazer qualidade à nossa farinha, pois vamos trabalhar num lugar com mais higiene e com os espaços melhor distribuídos. A reforma significa para nós desenvolvimento. Nossas famílias sobrevivem quase todo mundo desta cultura da mandioca?, aposta. Com o aumento da qualidade, a associação espera poder ter um preço melhor do produto, hoje vendido a R$ 0,80 o quilo.
A farinha de mandioca produzida na Vila Santo Antônio é consumida quase que exclusivamente na comunidade. No entanto, de acordo com a presidente da associação dos produtores, com o aumento da produção, a comunidade aposta na exportação do produto para outros municípios e para outros estados da federação.
O deputado federal Joaquim Beltrão ressaltou a parceria que tem obtido junto à Codevasf para melhorar a infraestrutura produtiva de comunidades como a Vila Santo Antônio no município sertanejo de Palestina. ?Como parlamentar, identifiquei há menos de um ano a necessidade da comunidade de recuperação da Casa de Farinha como fonte principal de renda. Hoje estamos aqui com a Codevasf para dar início a essa reforma e ampliação, que pode parecer de pequeno porte, mas que é enorme e fundamental para dezenas de famílias que sobrevivem do beneficamente da mandioca?, declarou.
Já o superintendente regional da Codevasf em Alagoas, Antônio Nélson de Azevedo, reafirmou o compromisso da companhia com a inclusão produtiva das populações dos municípios que integram o vale do São Francisco alagoano. ?Para que possamos promover o desenvolvimento regional, precisamos identificar os principais potenciais econômicos de cada região. No caso da Vila Santo Antônio, contamos com o apoio do deputado federal Joaquim Beltrão, que junto à associação que reúne os produtores de mandioca, apontaram os caminhos para fomentar a vocação econômica do povoado. Acreditamos que a próxima farinhada já deverá ter os reflexos das novas instalações agregando valor aos produtos?, defendeu.

Antes da assinatura da ordem de serviço, Codevasf inseriu 30 mil alevinos no açude do DNOCS
Antes da cerimônia, a Codevasf realizou um peixamento no açude do DNOCS que atende a comunidade com a inserção de 30 mil alevinos das espécies curimatã, piau e tambaqui produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Alagoas (Ceraqua São Francisco) em Porto Real do Colégio (AL). De acordo com Álvaro Albuquerque, chefe do Ceraqua São Francisco, o peixamento representa um esforço da Codevasf para fixação do homem no campo. ?Os milhares de alevinos soltos contribuirão com o aumento da oferta de alimentos para a população de baixa renda, garantindo segurança alimentar como objetivo do Governo Federal?, afirmou.A reforma da Casa de Farinha deverá ser concluída em 60 dias a partir da assinatura da ordem de serviço na sexta-feira, 11 de junho.
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