Projeto Quebra Tabu visa capacitar professores sobre o tema, evitando problemas como gravidez precoce e disseminação de DST´s entre os estudantes alagoanos
Coordenadores, gestores e professores de 30 escolas da rede estadual de ensino participam até amanhã (dia 08) de uma capacitação sobre sexualidade na adolescência. O evento, uma iniciativa da Gerência Étnico Racial da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE), teve início nesta segunda-feira (07), no Colégio Afrânio Lages, no Cepa.
Denominado ?Quebra Tabu?, o projeto tem como objetivo capacitar os professores, em especial os de Ciências, para trabalhar a temática da sexualidade com os alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, abordando questões como puberdade, reprodução humana, prevenção de gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis.
?Este projeto representa um avanço para nós, pois capacita o educador a ter um currículo mínimo sobre orientação sexual, tratando o tema de forma ampla e sem preconceito?, explica a gerente de Educação Étnico Racial da SEE, Irani Neves.
Facilidade ? Como o próprio nome indica, o Projeto Quebra Tabu foi elaborado para facilitar o trabalho dos professores na abordagem sobre sexualidade na sala aula. Uma prática que ainda é difícil em virtude da criação rígida para os educadores, conforme atesta a diretora do Instituto Kaplan e coordenadora do projeto, Maria Helena Vilela:
?Utilizamos uma metodologia para romper esses tabus, facilitando a abordagem do tema junto aos alunos do Ensino Fundamental, onde os índices de gravidez precoce são preocupantes. E se o aluno, de acordo com sua faixa etária, estiver bem informado, ele saberá evitar estes problemas?, destaca.
Resultados ? Coordenadora pedagógica da Escola Estadual José da Silva Peixoto, em Penedo, Maria Aparecida Santos Pereira já coloca em prática os ensinamentos do projeto Quebra Tabu com os seus alunos do 6º e 7º ano. De acordo com a educadora, as ações tiveram boa aceitação junto aos estudantes e sua famílias.
?Todo o processo teve o aval dos professores e dos pais. Trabalhamos com os estudantes a mudanças do corpo como um todo e eles se mostraram curiosos em aprender mais sobre questões como menstruação e reprodução humana?, relata.
A escola de Maria Aparecida também vivenciou o êxito de outro projeto da Secretaria de Educação, o Vale Sonhar, que aborda a prevenção da gravidez na adolescência junto às estudantes da rede pública. Segundo dados do Instituto Kaplan, graças às ações do projeto, houve uma redução de 43% no índice de estudantes grávidas no ensino público alagoano nos últimos 12 meses.
?Quando o Vale Sonhar começou, em 2007, tivemos 53 alunas entre 14 e 17 anos que engravidaram e, consequentemente, muitas abandonaram os estudos para cuidar dos bebês. Em 2009 esse número já diminuiu para nove estudantes?, conta a coordenadora.
Quebra Tabu: SEE promove discussão sobre sexualidade com educadores da rede pública
EducaçãoAna Paula Lins 08/06/2010 - 09h 00min Valdir Rocha
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