Olhando para o céu eu me perguntava quando seria que Deus abençoaria o meu sertão.
Triste eu muito ficava ao ver meu avô Luiz com uma tamanha decepção, porque trabalhava na roça e não tinha o prazer de colher a sua plantação.
Olhando para o céu eu me perguntava quando seria que Deus abençoaria o meu sertão.
A angústia de pensar em sertanejos que dependiam da água para fazer nascer o seu alimento de cada dia, doía o meu coração.
Olhando para o céu eu me perguntava quando seria que Deus abençoaria o meu sertão. Ao ver pessoas desesperadas atrás de água para fazer um cafezinho chamava muito a minha atenção, por que a partir daí eu pude ver como era grande a seca no meu sertão.
Olhando para o céu hoje eu tenho somente a agradecer. Pois Deus se compadeceu dos nordestinos e por isso começou a chover para a fome afogar e para no coração do sertanejo trabalhador fazer a esperança nascer.
(*) Beatriz Santos Trindade – Bia Santos
É universitária do curso de Pedagogia da UNEAL Campus II – Santana do Ipanema
A ESPERANÇA DO NORDESTINO
PoesiasPor Bia Santos (*) 21/07/2017 - 02h 43min
Imagem escolhida pela autora
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