"A arte literária é uma das principais vias de aprendizado reflexivo sobre o humano"
(Kassia Nobre)
O filme "Escritores da liberdade" levou-me ao pensamento acima citado. Jovens atrasados no estudo, ou seja, pouco desenvolvidos no que se refere ao currículo escolar, passaram a ser alunos de uma professora que resolveu mudar aquela situação. Ela entendia que seria uma tarefa complicada, não pelos alunos, pela mentalidade dos dirigentes da escola e idealizadores de normas que não facilitam para os que possuem mais dificuldades no aprendizado. As dificuldades sofridas por alunos negros e não negros pobres seriam a falta de adaptação aos currículos não manejáveis pela escola, por professores ou até mesmo por estudiosos que só se preocupam em manter e obedecer currículos. Não é assim que a professora pensa. Seu objetivo é adaptar a forma de ensinara à necessidade dos alunos. Ou melhor, criar uma forma em que os alunos sintam necessidades de ler, de escrever, de se inserir no contexto escolar. A professora foge às normas curriculares vigentes, sofre pressões de todos na escola. Mesmo assim, continua. Consegue que os alunos ditos marginais escrevam suas próprias vidas ou de outras pessoas. Baseados em livros como o diário de Anne Frank, a turma pegou o gosto por leituras e escritas. Então, por meio das leituras em sala de aula ou nas bibliotecas, ou mesmo por livros adquiridos pela professora, aqueles alunos continuaram os estudos e porque não dizer, formaram-se cidadãos.
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