A PIOR DESCULPA DO MUNDO!

Crônicas

Andréa Cristhina Brandão Teixeira

Durante os muitos anos de trabalho no "Ferrageiro", a hora do cafezinho, pelos meados das manhãs (e das tardes) eram horários de muita descontração, principalmente na companhia de Bartolomeu Barros (sócio-proprietário).

Como ele sempre estava mais ocupado que nós, simples funcionários, no atendimento aos representantes, clientes e muitos amigos que vinham visitá-lo, algumas vezes tínhamos que nos privar de sua companhia.

Mas, como ele também gostava da farra, ao ficar de fora por algumas ocasiões, pediu-nos que quando estivesse tudo pronto, o avisássemos que ele pediria licença e iria nos dar o prazer de sua companhia.

E assim fizemos daquele dia em diante.

Como o nosso grupinho era formado basicamente por quatro funcionários e Bartó, alternávamos o direito de ir chamá-lo para a comilança, que sempre era muito mais que um cafezinho: eu, Liliane, Simone e Mareval.

Em um dos dias que fiquei com a incumbência, Bartó atendia a um representante de vendas. Posicionei-me perto do seu birô e na primeira oportunidade, dei-lhe um "toque" com o olhar de que estava na hora da merenda.

Ele prontamente ofereceu café ao rapaz, que gentilmente recusou. Incontinenti, ele levantou-se e disse:

- Então me dê licença um minutinho que vou ali ao banheiro.

E passando por mim:

- Vamos, Andréa!

O representante imediatamente levantou a cabeça de seus apontamentos, olhou para mim, que dei um sorrisinho sem graça e saí imediatamente seguindo Bartó que ia à frente a passos largos.

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