Nos finais dos anos 60 e 70 do século passado, as disputas por uma oportunidade no primeiro quadro de um time de futebol, era uma coisa realmente concorrida. Diversos atletas, muitos dos quais fominhas por bola, mas sem aquela intimidade no trato com a pelota, procuravam se entregar totalmente a esse esporte tão cheio de promessas. Não foi o caso de Zé Ialdo, um iniciante do futebol, que deixou a habilidade de vaqueiro para se dedicar ao esporte com uma bola, o futebol, nos campinhos de pelada, tendo iniciado e permanecido por muito tempo no time de Zé de Terto, na arena do Panema. Quando o Zé Ialdo se apresentou ao técnico, presidente, diretor e dono do “Caça Rato Futebol Clube” – C.R.F.C., levou na mochila meio quilo de queijo, três codornas e uma garrafa de cana Chora na Rampa, aquela em que na tampa trazia a foto de um trem Maria Fumaça. A idéia de Zé Ialdo, a princípio era agradar o todo poderoso Zé de Terto. Portanto, escolheu uma sexta-feira, dia propício à tomar umas, para se apresentar ao esquadrão, montado numa égua do tipo “procotó”, ou seja, o cavaleiro ou tripulante passava o tempo todo no lombo do animal fazendo embaixada com a bunda. Se falasse com alguém transmitia a idéia de gago. Amarrou a égua no tronco de uma craibeira na margem do rio, e prontamente se apresentou ao técnico fazendo a entrega dos agradecimentos. O Zé de Terto abriu a mochila, retirou as codornas e a garrafa de cana de dentro, e salivando fez o seu breve discurso: “Olhe aqui rapaziada, tenho o imensuráve prazê de apresentar a vocês o novo centrefó do Caça Rato. Nesse instante o Zé Ialdo interferiu dizendo, eu esbarro no campo de fubeque colado ao quipa, ali só passa se me derrubar” ou vier com uma Viana na mão, mesmo assim eu me arrisco”.
O primeiro treino de Zé Ialdo aconteceu com os atletas em campo, o técnico fazendo a entrega das camisas, cada um na sua posição, foi quando o Zé Ialdo foi questionado por Zé de Terto, com base nos presentes que havia recebido: de qual lado você quer jogar? Referindo-se as cores das camisas, azul e vermelho. Mas, o grande fubeque sem entender a questão, olhou para as duas extremidades do campo e simplesmente respondeu, “eu prefiro jogar do lado das pedras”.
Aracaju/SE, 27/08/2014.
ZÉ IALDO, O FUBEQUE DO TIME DE ZÉ DE TERTO
CrônicasRemi Bsatos 28/08/2014 - 03h 36min
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