Idades antigas, dos tempos heroicos,
vento nas folhas é saci com cachimbo
e em cambalhotas perde-se no limbo.
Em Areias Brancas, Zezito1, um estoico.
Logo vencida a batalha do Peloponeso,
Zezito escreveu nas pedras sem alarde;
voltava Zezito à fazenda – era tarde! –
oricurizeiros espalhados, quietos, ilesos.
Tempo de mormaço nas Areias Brancas,
nuvens de chuva vêm e a porteira tranca;
Zezito, na rede, e o pé de vento avança.
Zezito, eis a eloquência, Calíope lhe diz,
na física quântica o tempo é só um triz;
e o velho no alpendre antigo se balança.
FAZENDA AREIAS BRANCAS
ContosSoneto de M. R. Almeida (1999) 29/03/2012 - 20h 07min
Zezito com seu DKW em 1960 e na Fazenda Areias Brancas em 1999 - o agropecuarista santanense José Cavalcanti Almeida (Zezito 1936-1999) casado com a escritora Maria do Socorro Ricardo
Comentários