O FOLIÃO

Poemas

Por Eduardo Proffa

No enredo do samba, lá se vai o folião...

Um quase que quase de consciência,
Mas sem perder a cadência
Anda sobre os trilhos que cortam a avenida;
A melodia e a cachaça, ainda conseguem
Detê-lo na terra da imaginação...

Que fantasia carrega?
Quanta poesia tem para rezar?

O molejo do corpo, diz que está de bem com a vida.
O brilho no olhar, diz estar em despedida...
A tristeza no coração traduz a confissão.

E segue malemolengo, com trejeitos e caricaturas...

No corredor infinito
Ainda resta-lhe o último gole...
Ainda resta-lhe a despedida na canção:

“Quanto riso, ô quanta alegria...”

Eduardo Proffa
Poeta
Professor de Educação Física

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