ADEUS FLORIANO E SILVÂNIA

Crônicas

por José Malta Neto

Adeus amigos... Saudades!

Queria muito neste momento escrever palavras bonitas, mas não sei se conseguirei. Então vou utilizar o meu coração e pedir a Deus que me inspire neste momento que foge do nosso controle até as palavras.

Imagine você sentado em frente a um computador num sábado de Zé Pereira olhando imagens da festa momesca em nossa terra. Uma alegria imensa, foliões nas ruas já avisando que o Carnaval está chegando. Eram 13 horas. O telefone toca e a pessoas do outro lado da linha não poupa nada: Olha Malta, morreu em um acidente grave próximo de Atalaia, Floriano irmão da prefeita e sua esposa. Silêncio depois.

Após esse telefonema meia hora se passou sem que nada em minha mente fizesse sentido. Peguei o telefone e liguei para uma duzia de amigos, buscando uma informação negativa sobre o que ouvi, mas nada nem confirmação, nem desmentido. A terra saiu dos meus pés e não consegui mais raciocinar no que estava fazendo.

Nos momentos seguintes uma chuva de telefonemas me informando do ocorrido e a confirmação em seguida por fonte fiel. E agora o que fazer? Apesar no baque vem o desejo de solidariedade e aviso aos amigos distantes e com um nó na garganta publiquei as primeiras informações e mais uma chuva de telefonemas agora de amigos e irmãos distantes. Roberval Noia, João do Mato, com esse lágrimas saíram dos olhos de doiis homens incapazes de segurar a emoção diante do trágico.

Não havia mais nada a fazer senão pedir a Deus o conforto aos familiares e seguir para a solidariedade. Mas na profissão as vezes ingrata nesses casos tive que segurar a emoção para continuar no trabalho coordenando a cobertura da festa momesca em nosso sertão.

O único conforto foi continuar em contato com o amigo Roberto Salgueiro em busca de mais detalhes.

As 2 da manhã de domingo fui ver os corpos dos amigos na Central de Velórios da OSACRE na companhia da minha namorada Sônia Carvalho, mas os momentos de emoção e lágrimas não me deixaram permanecer por muito tempo.

Floriano colocando o distintivo de Associado do Rotary Club de Santana do Ipanema.


Perdi um grande amigo, meu padrinho do Rotary Club pessoa na qual sempre me acolheu no clube desde os primeiros momentos, quando me apresentou ao seu irmão Emílio Silva dizendo esse em breve será um Rotariano e no mês de outubro de 2010 recebia de Floro o meu distintivo de associado do Clube de Santana do Ipanema.

Neste pequeno espaço de tempo que convivemos na causa Rotária sempre aprendi com ele, principalmente no fator compreensão. As vezes sendo CRI CRI, Floriano me dizia, calma companheiro vamos em frente.

Na reunião festiva de janeiro ele no protocolo fez uma saudação especial ao dia do Jornalista e de forma carinhosa me saudou como representante das comunicações de Santana do Ipanema.

Na última reunião do nosso clube como forma de adiantar os procedimentos, mais uma vez meu padrinho me surpreende e convida a iniciar a reunião na condição de vice-presidente enquanto a nossa presidente chegava.

Padrinho Floro, sei que não vais ver a nossa gestão no Rotary de Santana fisicamente, mas espero poder contribuir com a causa como você o fez com tamanha hombridade, seguindo os ditames do seu pai o saudoso Domício Silva. Espero que vocês dois juntos lá do alto possa me intuir nessa jornada a qual você me colocou e assim honrar com sapiência o seu apadrinhamento.

As lagrimas não me deixam seguir, mas não posso concluir essa crônica sem saudar também a querida Professora Silvânia Silva. A alegria de sua companheira vai fazer falta. Lembra do café matinal servido em sua casa que fomos tratados como filhos naquela mesa farta? E a preocupação com o meu coração?

Chega!.. Vão em paz irmãos Deus conceda a vocês um lugar de paz e conforte seus filhos para que continuem o trabalho e sonhos de vocês.

Santana do Ipanema 19 de fevereiro de 2012

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