Adormecido no silêncio
E embalsamado pelo tempo,
O velho riacho agoniza
Tentando ressurgir das cinzas
Em seu leito desprezado.
Foram belos os teus dias
E incansável a tua fúria,
Hoje sinto o teu langor
Que me entristece na dor
Em forma de nostalgia.
Tantas vezes me banhei
Em tuas águas cristalinas,
Podaram a tua alegria
Num ato de covardia
Que eu tanto desprezei.
Os esgotos a céu aberto
Que deságuam em teu leito
Roubaram a tua beleza,
Matando a natureza
Transformando-te num deserto.
O homem destrói o corpo
Mas não elimina a alma,
Vão os sorrisos
Ficam as lembranças
Dos meus tempos de criança
Velho Riacho Camoxinga.
Aracaju/SE, 27/10/2011.
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