O homem quando é novo
Tudo nele está por cima
Quando é solicitado
Está sempre preparado
Viu mulher ele se anima.
Quando vai ficando velho
Acaba a disposição
Pode ver mulher pelada
É mesmo que não ver nada
Ta no fim o seu tesão
Pra saber se o cara é novo
É preciso ter a prova
Ele está sempre disposto
Pra comer tem muito gosto
E prefere mulher nova
Homem novo tem saúde
O seu corpo é sempre forte
É difícil adoecer
Malha só pra aparecer
Fazer sexo é seu esporte
Cara novo é preferido
Das novas e velhas amigas
Qualquer uma ele consola
Vira bofe de boióla
Gigolô de rapariga
O novo diz eu dou dez
O velho diz eu também
Só que é nove tentativas
Com mais uma desistida
Assim qualquer um dá cem!
Tudo novo é bonito
Nele tem vitalidade
Novo sobra juventude
Velho só ajunta grude
Do que é bom só tem saudade
O novo cresce disposto
Ele busca a mocidade
Velho procura e não acha
Dele só aumenta a taxa
Duma tal mortalidade
O novo é idealista
Ta sempre fazendo planos
Velho é mudo nunca fala
E o troço de uma bengala
Retrata seu desengano
Se você quiser saber
Se um velho está ficando
Tire suas conclusões
No corpo as revelações
Os couros estão enjilhando!
Os cabelos ficam branco
A maioria caindo
Os dentes foram se indo
Anda troncho e todo manco!
A vista fora de fóco
Antes de dormir aviso
Dá pra ver o seu sorriso
Boiando dentro de um copo!
O açúcar é ZERO CAL
Só lê com um bifocal
Escrever é bem pior
As mãos dá uma trimilica
Pra mijar, mijado fica
Precisa de um urinol!
O sal lhe sobe a pressão
Não come mais macarrão
Porque tem Colesterol!
Doce causa diabete
E se comer omelete
Tem que tomar CHOFTOL!
Velho tem que evitar álcool
As vezes toma um conhaque
Do coração tem um ataque
Vai para num hospital
Faz um monte de exame
Corre o risco de derrame
Ou veste um terno de pau!
Todo velho é meio môco
É nervoso e só reclama
Sempre fazendo exigência
Torra sua paciência
Passa o dia de pijama
A memória de um velho
É fraca tá tudo solto
Se tratando de mulher
Não sabe mais pra que é
É um caso muito torto
Sexo mija e quebra um galho
Mas a porra do caralho
É um vivo em outro morto!
Esta poesia é parte integrante do Livro (inédito) “Poesia Não Enche Barriga...Enche o Coração” (2003)
A DIFERENÇA ENTRE O VELHO E O NOVO
Poesiaspor Fábio Campos 03/04/2013 - 23h 07min

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