O TIME DE CIÇO DOIDO

Poemas

Remi Bastos

O time de Ciço Doido
Foi estrear em Ouro Branco,
Mané do Bode no banco
Afobou-se não quis jogar,
Colocaram em seu lugar
Um tremendo centrefó
Chutador, bom corredor,
Marcador e driblador
Por nome de Xogoió.

Na ponta esquerda
O dono da posição
Era Camilo de Cambão
Que formava com Coleta
Uma dupla muito certa
Na bodega de Oséias,
E o velho Kid Mancada
Entrosava-se com Cocada
Dando bola a Pé de Péia.

Camilo e Catrevagem,
Papa Figo e Bêá,
Com Boi Deu de Seu Oscar
Faziam o meio de campo,
Mão de Onça la no canto
Riscava seu marcador,
Mané Banquinho corria
Enquanto Barba Azul perdia
O seu derradeiro Gol.

Erasmo o bandeirinha
Corria o campo inteiro
E com Zuza Fogueteiro
Só marcavam escanteio,
Porca Russa no aperreio
Saía do “Off site”,
João Barbosa o homem vento
Querendo marcar um tento
Numa jogada de arte.

O Jogo estava difícil
Não saía do zero a zero
Ciço Doido e Zé Bolero
Gritavam orientando,
A partida terminando
Restando apenas dez segundos,
Mané do Bode deixa o banco
Entra pilado no campo
Num sentimento profundo.

Numa jogada relâmpago
Deu banho de cuia nele mesmo
E partiu sem meio termo
Foi direto para a rinha,
Driblou doze jogadores
Incluindo os bandeirinhas,
Deu um arrodeio no Juiz
Que quase quebra o nariz
E ainda marcou seis gols
É a história que diz.

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