Colunistas: "E O CABRA VAI ENDOIDAR, É?"

Literatura

Fábio Soares Campos

Cá estávamos, a plena manhã de sábado, aguardando que a brisa suave que soprava do leste trouxessem-nos inspiração, para compormos mais uma crônica. De repente, pego o aparelho de telefonia móvel, acesso o aplicativo watshapp e abro uma mensagem do amigo e confrade, Remi Bastos. Nela um vídeo, mostra um senhor na cozinha, está preparando algo pra comer, instintivamente ele bate com o garfo na borda da frigideira, e virando-se pra porta pergunta: “-Quem é?”

Daí, lembrei de um jargão amplamente utilizado nas redes sociais; “E o cabra vai endoidar é?” Será que realmente estamos todos ficando loucos? Pronto. Pano pra manga já temos. A loucura, já foi tema de tantos escritores, inclusive do maior nome, na literatura santanense: Breno Aciolly com sua obra: “João Urso”, que já rodou o mundo.

Sobre ele, o site oficial do estado de Alagoas, entre outras coisas diz: “Breno Accioly recria cenários, argumentos e tipos da sua infância, em Santana do Ipanema, como os loucos da cidade, as procissões traições, revelando uma tristeza sinistra em suas narrativas.”

Revirando as páginas amareladas do meu passado, da minha infância e adolescência. Recordo-me com carinho, de alguns doidos que vivam em situação de rua, aqui em Santana do Ipanema. Justino, apelidado de “Barba Azul”, a barba grande era sua característica mais marcante. Taciturno, olhar de poucos amigos. Metia medo nas crianças, que o evitava. Vivia num casebre, na estrada que dá acesso ao riacho do Bode. Sulino Preto, era negro retinto, de branco, só as bolas dos olhos. Sobre este diziam que virava lobisomem. Propício, natural de Ouro Branco, vivia perambulando pelas cidades circunvizinhas, ficava bravo se o apelidassem de “Peru baixeiro”. Natalício Têi-Têi, falava com entusiasmo, gesticulando muito. E o “têi-têi” era porque ao final de cada fala, imitava o som do disparo de uma arma de fogo.

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