Colunistas: O SAPATO DA SOGRA por Djalma Carvalho

Cultura

Por Redação com Djalma de Melo Carvalho

Para a devida reflexão sobre o papel da sogra na constituição de nova família, com o casamento da filha ou do filho, eis a seguinte frase colhida em página livre do Google, de autor desconhecido: “Sogra não é parente, é acidente.”
A propósito dessa afirmativa, devo admitir que, sabiamente, o bom marido ou a boa esposa não deveria fazer restrições a eventuais e infelizes comportamentos da sogra, sob pena de o fato vir influenciar, negativamente, na continuidade da boa relação do casal.
De vez em quando, encontro-me com “Saulo Beijinho”, apelido que amigos e colegas de trabalho deram a esse aposentado da velha guarda. Chega ele ao supermercado, bem à vontade, de bermuda, óculos escuros, cabelo chuviscado de branco, passo lento, sempre acompanhado da esposa, demonstrando levar boa vida, apesar da avançada idade.

Quanto ao apelido, dizia tratar-se de beijinhos que lhe davam as “meninas”. Logo entendíamos o motivo das aspas da matreira resposta, pelo seu malandro piscar de olhos.

Disse “velha guarda” porque, antes da aposentadoria, ele fazia parte de um grupo de colegas acostumados a alegres noitadas em bares e boates de Maceió de outrora, festejando a vida de consagrados boêmios. Claro que, nessas circunstâncias, não lhes faltava, com razão, a boa companhia de uma garota aqui ou um aceno de um rabo de saia acolá. Embora fossem todos casados, comprometidos, não se dispunham deixar de lado farras e serestas, porque todos eles sempre foram amantes da noite alagoana.

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