Bênção, Procissão e Santa Missa de Ramos marcam o início da Semana Santa na Paróquia de São Cristóvão

Religião

Por José Malta Fontes - Jornalista MTE/AL 1740

Procissão que saiu da Praça Frei Damião indo até a Igreja Matriz de São Cristóvão.

A Paróquia de São Cristóvão iniciou as celebrações litúrgicas da Semana Santa com a Bênção, Procissão e Santa Missa de Domingo de Ramos.

Centenas de fiéis se concentraram neste domingo (25) na Praça Frei Damião para a Bênção dos Ramos e depois saíram em procissão até a igreja Matriz, onde aconteceu a Santa Missa.

O Padre Clejean Melo, pároco de São Cristóvão, foi o celebrante dos momentos especiais para o catolicismo local.

Na homilia o Padre Clejean destacou a importância das celebrações da semana e também apresentou os aspectos litúrgicos da noite, comparando alguns momentos com a situação dos fiéis nos dias atuais.

Ao final da Santa Missa o Pe. Clejean agradeceu a todos que contribuíram para esse momento especial e divulgou a programação da Semana Santa na paróquia.

Pe. Clejean Melo celebrando a Santa Missa do Domingo de Ramos


Entenda o significado do Domingo de Ramos

por Professor Felipe Aquino Canção Nova

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus agitando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas".

Os ramos apresentados pelo povo nos remetem ao sacramento do batismo, por intermédio do qual nos tornamos filhos de Deus e responsáveis pela missão da nossa Igreja. E o ato de levarmos os ramos para casa nos lembra que estamos unidos a Cristo na luta pela salvação do mundo.

A Procissão de Ramos tem como objetivo apresentar a peregrinação que cada cristão realiza sobre a Terra buscando a vida eterna ao lado do Senhor. Esse ato nos faz relembrar que somos peregrinos neste mundo e que o céu é o lugar de onde viemos e para onde devemos voltar.

Por fim, a Santa Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Jesus: Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos nas mãos dos soldados na casa de Anãs, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar ?crucifica-o, crucifica-o?; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do homem Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, o diálogo d'Ele com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.

O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o Seu Reino, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruí-la; perder a vida para ganhá-la.

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