Uma das realidades que mais preocupa o homem em todas as etapas da história, desde a antiguidade, é a experiência da morte física. Esta realidade é compartilhada por todas as religiões, raças, culturas; independente se ele, o homem, acredita ou não em Deus. Se um dia ele entrou no mundo, um dia haverá de sair dele. Como enfrentar esta experiência?
Afirmar não temer a morte é mentir para si mesmo. O grau do temor será sempre inversamente proporcional a fé que o homem possua em Deus e, logicamente a certeza da vida eterna.
No dia-a-dia de sua vida o homem vai se envolvendo com os acontecimentos, procurando colocar em prática seus projetos, construindo seu “mundo” particular e geral... A sua volta, o tempo vai correndo à revelia de sua vontade e o espaço vai se modificando, expondo as marcas consequentes do agir humano, muitas vezes desumano.
Nesse “vai-vem” do homem e do mundo, morte e vida se entrelaçam, se abraçam. Lado a lado caminham... Aceite ou não essa realidade, ela, a morte, está ali, presente, imponente, persistente!
Na própria interatividade do homem com o meio, ele está vivendo e morrendo a todo instante. A cada opção que ele faz, renuncia outra. Cada opção assumida é como que uma vida; cada renúncia é como que uma “morte”, pois algo está sendo deixado para trás. Naturalmente que a morte física não é querida como uma opção, mas ela chega cedo ou tarde como parte do processo evolutivo do existir no tempo e no espaço.
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Colunistas: O Homem diante da Morte
CulturaPor Pe. José Neto de França 29/10/2017 - 22h 15min Arquivo Pessoal
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