Bancários recusam proposta da Fenaban de reajuste de 7,5%

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Por Lívia Leão - www.gazetaweb.com

Em 14 dias de greve, 199 agência já foram fechadas em AL

Representantes do Sindicato dos Bancários de Alagoas recusaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 7,5% de reajuste e retirada do abono, apresentada durante reunião nesta terça-feira (20), em São Paulo. A greve, que já dura 14 dias, permanece e 199 agências em todo o estado continuam fechadas devido à paralisação.

De acordo com o presidente do sindicato, Jairo França, o valor apresentado é menor que a inflação. "Amanhã teremos outra rodada de negociações, mas não esperamos muita coisa. Se surgir uma proposta nova, levaremos para aprovação, caso contrário, permanece a greve", reforçou o presidente. A nova reunião ocorrerá a partir das 11h, em São Paulo.

Reivindicações

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 16%, incluindo reposição da inflação, mais 5,7% de aumento real, participação nos lucros e resultado (PLR), equivalente a três salários mínimos, mais R$ 7.246,82, melhores condições de trabalho e fim das demissões, entre outros.

No dia 25 de setembro, a Fenaban apresentou a proposta de abono no valor de R$ 2,5 mil para todos os bancários e um índice de reajuste dos salários e benefícios de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23.

A federação propôs, ainda, a participação nos lucros e resultados com base na regra de 90% do salário, mais R$ 1.939,08, e limitado a R$ 10.402,22, além de parcela adicional (2,2% do lucro líquido, dividido linearmente para todos e limitado a R$ 3.878,16).

Foram também propostos os seguintes benefícios: auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-alimentação e 13ª cesta de R$ 454,87, auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação para compensador de cheques de R$ 147,11, e qualificação profissional de R$ 1.294,49.

Greves em 2013 e em 2014

No ano passado, os bancários fizeram uma greve entre 30 de setembro e 06 de outubro. Os trabalhadores pediam em reivindicação inicial reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pedia aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros. A greve foi encerrada após proposta da Fenaban de reajuste de 8,5% nos salários e demais verbas salariais, de 9% nos pisos e 12,2% no vale-refeição.

Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.

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