Paralisação iniciou no dia 28 de maio e já dura 111 dias.
Professores dizem que estão dispostos a repor aulas perdidas.
Os servidores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) informaram, nesta terça-feira (15), que a greve continua e não tem previsão para acabar. Por causa disso, o calendário do ano letivo dos alunos está comprometido.A informação foi dada durante uma coletiva de imprensa na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), no bairro do Farol, em Maceió.
Segundo o professor Antonio Passos, o calendário da Ufal foi suspenso. \"O calendário está indefinido. Quando retornarmos, vamos conversar com representantes do Conselho Superior da Ufal para saber como ficará o calendário. Estamos dispostos a repor as aulas para não deixar os alunos prejudicados\", afirma.
A greve dos servidores já dura 111 dias. Por causa da paralisação dos docentes e técnico-administrativos, 24.540 alunos estão sem aulas.
\"Apesar desses mais de 100 dias, não queríamos ficar em greve. Nenhum professor quer deflagrar greve, pois não é benéfico a ninguém\", explica a professora Geórgia Cêa.
Entre as pautas locais da mobilização nacional estão a defesa de caráter público e de qualidade do trabalho desenvolvido na Ufal, a transparência e democratização dos recursos, garantia mínima da qualidade da expansão, a entrada única no Campus do Sertão e a democratização do Centro de Interesse Comunitário.
De acordo com a professora Geórgia Cêa, a categoria pede um reajuste de 27% a ser pago em parcela única, mas a última proposta do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão foi de 21,3% em quatro anos a partir de 2016.
Os professores falaram também do pacote divulgado pelo governo federal na segunda- feira (14). \"Os cortes estão sendo ampliados. Cada corte que o governo realiza, o dinheiro deixa de ir para os servidores públicos e é encaminhado ao aparato privado\", explica o professor de economia José de Menezes.
Segundo ele, a universidade recebeu R$ 670 milhões para o orçamento anual, sofrendo um corte de 20 milhões. \"Em 2015 sofremos esse corte, ano que vem, a situação deve piorar pois está previsto um corte de R$ 29 milhões, deixando o caso mais crítico\", afirma.
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