Debate com candidatos a reitor da Ufal lota auditório da reitoria

Educação

Por Bruno Martins - www.tribunahoje.com.br

Auditório da reitoria ficou completamente lotado para o debate

Rachel Rocha, Marcio Barboza e Valéria Correia discutiram propostas mesmo durante greve

Na manhã desta terça-feira (11), o auditório da reitoria da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) recebeu o debate entre os candidatos a reitor da referida instituição de ensino e ficou completamente lotado pelos servidores, docentes, discentes e técnicos. O debate foi dividido em blocos e mediado pelo jornalista da TV Pajuçara, Thiago Correia. Além de blocos com perguntas entre os candidatos, um espaço também foi aberto para os presentes colocarem ses questionamentos.

O debate entre Rachel Rocha, Marcio Barboza e Valéria Correia foi organizado pelo Sintufal (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas) com apoio do Sindjornal (Sindicato dos Jornalistas de Alagoas).

Debate


Durante as perguntas entre os candidatos, Valéria e Marcio sempre questionavam Rachel, atual vice-reitora, sobre os problemas enfrentados pela gestão. Marcio Barboza ressaltou que planejamento da atual gestão não estava sendo bem executado e perguntou se estava havendo acompanhamento dos índices. ?Temos muito o que avançar com relação ao planejamento, dá frutos positivos?, respondeu Rachel.

Rachel questionou Valéria com relação ao Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Para Valéria, os cursos que não atingem nota máxima merecem atenção, além da resolução dos problemas em outros campi. ?Temos curso em Penedo sem estrutura e em Santana do Ipanema o prédio é alugado. Em Arapiraca, temos apenas pós-graduação. Do tripé ensino-pesquisa-extensão, apenas o ensino tem sido levado em conta?, respondeu Valéria Correia.

Valéria perguntou Marcio Barboza sobre a questão das bolsas concedidas a estudantes para trabalho e não para o desenvolvimento de pesquisa e extensão, o que ela falou ser uma ?irregularidade?. Marcio disse que a atividade laboral deve ser feita por técnicos e que sua chapa é contra. ?Temos setores que estão totalmente dependendo desses bolsistas. Além disso, o atraso nos repasses aos bolsistas que só pode ser resolvido de forma política. Não podemos afirmar que não vai existir, temos que fazer o possível para que não haja atraso?, declarou Marcio.

Valéria Correia (Chapa 1), Rachel Rocha (Chapa 2) e Marcio Barboza (Chapa 3) durante debate (foto: Sandro LIma)



No bloco de perguntas enviadas pela plateia, o professor do curso de comunicação, Wagner Ribeiro, levantou o antigo problema da falta de condição de trabalho nos laboratórios de rádio, televisão e fotografia do curso.

O candidato Marcio Barboza, sorteado para a pergunta, declarou que os problemas são de conhecimento de sua chapa e que não faltará luta para reverter essa situação. ?São problemas estruturais de laboratórios, como é o caso da comunicação, que levam a avaliações ruins no Sinaes. Está em nossas propostas a criação da rádio universitária, que estava prevista para a atual gestão, mas que não foi implantada até o momento?, falou.

A falta de transmissão das sessões do Consuni para a comunidade acadêmica, o contrato da Ufal com a Ebersh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) ? gestora do Hospital Universitário ? e a descentralização orçamentária dos outros campi também foram alvo de questionamentos.

Greve


O coordenador geral do Sintufal, Jeamerson Santos, afirmou que o debate foi pensado pelo sindicato pela preocupação com os rumos da universidade, principalmente durante o período de greve. ?A mobilização continua, mesmo sem perspectiva do fim da greve. O debate era um anseio dos docentes e técnicos para que fossem devidamente apresentadas as candidaturas. O processo eleitoral não pode parar?, disse.

Para ele, o que não pode acontecer é que a eleição não seja decidida de forma democrática, fato que pode ocorrer caso a greve não volte a tempo da data limite para o envio da lista tríplice à presidente Dilma Rousseff, em setembro. Neste caso, ficaria a cargo dela a decisão entre os candidatos.

Coordenador geral do Sintufal, Jeamerson Santos não quer que a eleição seja resolvida sem democracia (foto: Sandro Lima)



?A comissão eleitoral decidiu que a eleição deve acontecer 30 dias após o final da greve. Mas ela não aconteceria caso seja atingido o prazo limite para envio da lista tríplice à presidente. Não queremos que o futuro gestor não passe por uma eleição democrática?, frisou Jeamerson que classificou o apoio do Sindjornal como fundamental.

O presidente do Sindjornal, Flávio Peixoto, pontuou que a presença do sindicato é pela importância que o pleito da Ufal tem para a sociedade alagoana. ?Aceitamos o convite do Sintufal e indicamos o Thiago Correia para fazer a mediação nesse momento de valorização da democracia?, finalizou.

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