A economia brasileira registrou crescimento nos últimos anos. É fato. O alvissareiro e o mirabolante impulso do ex-presidente Lula incentivando o consumo de bens e materiais durante a eclosão da crise financeira mundial de 2008 alavancaram a economia nacional.
Com carisma e falando a linguagem do povo, Lula levantou a autoestima do brasileiro e exaltou-o ir as compras. Comprando mais, o emprego e o salário do trabalho estavam garantidos, e assim, afastava-se a chegada da crise em solo verde e amarelo. E, assim, as coisas se sucederam.
A população captou a mensagem e passou a comprar mais eletrodomésticos, eletrônicos e automóveis e imóvel próprio (símbolos da ascensão da classe média baixa). E a classe menos favorecida, na linha da pobreza, teve a garantia de renda para comprar o mínimo de alimentos para a família, por meio do Bolsa Família.
Não se pode negar as conquistas e a melhora da qualidade de vida nesse ínterim de 12 anos da atual gestão em nível federal.
Por outro lado, nem tudo são flores. Nestes 12 anos de governo [a completar-se em 2104], sinais de fadiga começam a ser emitidos do ponto de vista socioeconômico. O mercado começa a mostrar crescimento pífio e insuficiente para atender à demanda do brasileiro nas esferas financeira, educacional e cultural.
E por que isso? Porque o governo da presidente Dilma Roussef insiste em querer usar os mesmos antídotos para reanimar a economia nacional utilizada pelo seu antecessor. O que fez sucesso no passado não é certeza de que vai ser no futuro [ou seja, no presente]. O período é outro.
A economia brasileira dá sinais de engessamento. Não reage positivamente às medidas lançadas recentemente neste atual governo de estímulo ao consumo. Por quê? Porque o brasileiro está endividado e, além do que, a necessidade do Brasil é outra.
O País está precisando urgentemente de infraestrutura. Está precisando de portos, rodovias, ferrovias e aeroportos modernos capazes de elevar a competitividade frente ao mundo. E mais: necessita de aporte de recursos baseados no binômio educação e tecnologia para elevar o conhecimento e a capacidade de seu povo frente à aldeia global a qual vivemos.
Está mais do que na hora de promovermos o desenvolvimento autossustentável do Brasil e o bem-estar do brasileiro prospectando projetos duradouros e consistentes sem ficarmos olhando para o retrovisor.
O Brasil urge ações mediatas, pensadas e estratégicas. Pois, o futuro já bate a nossa porta.
Reflexão econômica ? por Inácio Loiola
Opiniãopor Inácio Loiola 06/06/2013 - 14h 51min Arquivo
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