Collor quer discutir impacto da qualidade da educação na economia brasileira

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Collor quer discutir impacto da qualidade da educação na economia brasileira

Comissão de Infraestrutura do Senado Federal deverá realizar uma audiência pública

Qual a ameaça que o atual quadro de educação brasileira apresenta para o futuro da infraestrutura, da economia e da sociedade? O que fazer para construir um vigoroso sistema educacional que sirva ao progresso econômico e social brasileiro ao longo deste século, qualificando o trabalho para os desafios que se apresentam?

Esses são os dois eixos que devem nortear a audiência pública que a Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal deverá realizar, para ouvir especialistas sobre o impacto da universalização da educação de qualidade, sob o ponto de vista da economia, da infraestrutura e do bem estar social.

O requerimento, de autoria do senador alagoano Fernando Collor (PTB), presidente da CI, foi aprovado nesta quarta-feira (5). Na justificação, ele destacou o conhecimento como o mais importante vetor do progresso e a educação como um dos mais vigorosos pilares de sustentação da economia e do bem estar social.

Ele ainda lamentou que o Brasil ainda figure entre os países com pior sistema educacional. ?Temos o 6º PIB do mundo e estamos, de acordo com a Unesco, em 88º lugar, entre as nações, no quesito educação. Se for possível crescer nestas frágeis condições educacionais, ficamos presos a um PIB primarizado, sem oferecer os bens de alta tecnologia que a economia demanda. Não há dúvida sobre as consequências deste grave quadro de deseducação sobre o futuro social e econômico? ? diz o senador.

Os nomes sugeridos para debater o assunto na audiência pública são os do ex-ministro da Infraestrutura, Ozires Silva; do presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter; do pesquisador em Desenvolvimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, Fernando Veloso; do professor e coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa e colunista do jornal Valor Econômico, Naércio Aquino; e do ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri.

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