Líderes militares se reúnem com representantes da Segesp para debater sobre os direitos da categoria

Polícia

por Deisy Nascimento - ASCOM- ACS/AL

A reunião ocorrida na manhã desta quinta-feira (09) entre os líderes das entidades militares, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a secretária interina da Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp), Ricarda Calheiros, além da presença de Rafaela Soares, assessora interina de relações sindicais foi determinante para a categoria que aguarda ansiosamente uma resposta do Governo com relação ao cumprimento do acordo.

Após muito debate e posicionamento de alguns líderes militares, Ricarda Calheiros e Rafaela Soares apresentaram uma tabela com a proposta do Governo com relação ao pagamento do que os militares têm por direito. Na proposta, o Governo sinalizou para o pagamento dos 7% de resíduo, de acordo com a Lei 6.824/2007 ou o realinhamento da tabela, ou seja, a correção do quinquênio, onde será estabelecido como será repassado aos militares.

Entretanto, os líderes militares não aceitaram a proposta e apresentaram uma contraproposta em que solicitam o pagamento dos 7% de resíduo de forma imediata em abril deste ano, a correção da tabela parcelada por tempo de serviço até o ano de 2014 e o IPCA com ganho real condicionado ao que o Governo repassar aos outros servidores públicos em abril.

Para o presidente da Associação dos Oficiais Militares (Assomal), major PM Wellington Fragoso, há a esperança que o Governo se mostre sensível e encontre a melhor solução em prol da categoria. ?A correção da tabela está prevista na constituição estadual e o resíduo de 7% na Lei 6.824/2007. Iremos repassar hoje, às 15h, na Assembleia Geral tudo que foi conversado nesta reunião aqui na Segesp e espero que haja bom senso por parte dos militares?, colocou Fragoso

Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados em Alagoas (ACS/AL), cabo PM José Soares, toda a tropa está apreensiva e estas reuniões com o Governo são justamente para reverter à situação dos militares no que concerne à valorização profissional, pois a categoria anda sem estímulo. ?Se o governo aceitar nossa contraproposta, será válido. Toda tropa deseja que seus direitos sejam preservados e só estamos lutando por algo que adquirimos conforme a lei?, disse Soares.

?O efetivo que nós temos, com motivação, diminuirá a violência. Hoje a Polícia Militar se encontra numa situação difícil e, por mais que tenhamos um discurso, tudo dependerá do que será decidido durante a assembleia?, ressaltou o coronel PM Ivon Berto, presidente da Caixa Beneficente.

De acordo com o sargento PM Teobaldo Almeida, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar de Alagoas (Assmal), o que todos os líderes fizerem é de responsabilidade de cada um. ?Na assembleia iremos repassar às informações da reunião. Vamos analisar junto com a tropa, todos os pontos de maneira inteligente, mas sem abrir mão dos nossos direitos?.

Na próxima quarta-feira (15), às 10h, os representantes militares irão se reunir novamente com a secretária Ricarda Calheiros e a assessora especial Rafaela Soares na Segesp a fim de saber a resposta do Governo quanto à contraproposta repassada nesta quinta (09). No mesmo dia, às 15h, os militares terão uma nova Assembleia Geral que desta feita será na Assmal, situada no bairro do Trapiche da Barra.

Movimento Unificado dos Militares

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