Rio de Janeiro, 2022. Estou aos pés da estátua do Cristo Redentor. Tudo lindo, tudo maravilhoso! Melhor ainda, tendo a certeza de estarmos bem acompanhados, no que tange às boas amizades.
O termo “redentor” é uma expressão bíblica e significa “aquele que liberta a outro”, quer de uma dificuldade, quer de um perigo, ou ainda, de uma situação de escravidão, comumente com o preço de um resgate. Também a figura do redentor é vista como alguém que é capaz de dar sua vida para salvar, quer um membro de uma família, quer a vida de outrem.
No Novo Testamento, Jesus é visto, verdadeiramente, como o Supremo Redentor do homem (Redemptor hominis), digo, de todo gênero humano, posto que entregou sua vida nas mãos do Pai, imolando-se, qual 'cordeiro', no altar da Cruz, para que tivéssemos vida e vida em plenitude ( Jo 10,10).
Assim, olhando a estátua do Cristo Redentor, içada no Corcovado, com seus braços abertos, envolvendo num grande amplexo de amor não somente a cidade do Rio de Janeiro, mas também a todos os que a visitam, lembramos o que o próprio Cristo Jesus dissera de Si próprio, momentos antes de sua morte: "Quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim" (Jo 12,32). Destarte, os braços abertos desta bela estátua centenária expressa-nos bem o amor daquele que a cada um pôde amar como verdadeiro amigo, ao ponto de por todos ter entregado sua vida.
A estátua do Cristo Redentor, no cume do Corcovado, com seus braços abertos, quer nos fazer entender que, embora tenhamos os pés cravados no chão, nosso lugar é o céu; nosso repouso é, deveras, o coração do Pai. Somos chamados, quais águias, a voar sempre alto, certos de que um dia penetraremos o mais alto dos céus.
AOS PÉS DO CRISTO REDENTOR
CrônicasPor Pe. Adauto Alves Vieira 03/03/2022 - 23h 09min
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