O amor é lindo! Mas, quando por trás desta lindeza surge um mancebo apaixonado, o clima se transforma, as opções se restringem ao abissal da fraqueza. Brito Virgem dos Prazeres um menino criado e adotado por um casal de inglês foragidos dos campos de Golfclub da Escandinávia, logo palmilhou os caminhos da vida provando os amargos dos dias, transformando-se mais tarde em um grande homem defensor dos sistemas etílicos dos graduados biritais. Aos seis anos de idade foi expulso da Escolinha do Bacurau por ter adicionado a água do pote uma meiota da cachaça Amansa Sogra, fabricada no alambique dos irmãos Nego Ângelo e Demóstenes. O tempo foi passando sem que o Brito apresentasse transformações no seu código genético, a sua aparência não estacionou nas viradas dos anos, mas o seu feitio descambou no tempo. Hoje com uma idade ignorada, um boêmio por atuação, decidiu, após alguns tragos na Torda de Dona Ciça, resolveu cantar a filha adotiva da fateira, estava disposto a tudo em nome daquele amor inesperado. As insistências se repetiam e o Brito Cabecinha não se cansava das suas investidas sobre a deusa do Cachimbo Eterno, realmente tudo era eterno para o cabecinha. Certo dia, após ter tomado umas e deixado no prego, no Bar da Pitu, o grande Brito resolveu dar a sua última cartada, falar com a mãe adotiva da suplicante Maria Soca dos Anjos para pedir-lhe em casamento. Acontece que a fateira desenvolvia em uma das salas de sua casa um pequeno empório onde a bebida era o seu maior gerador de divisas. Foi então aí que o Brito aproveitando a empolgação da sua amada resolveu degustar mais uns tragos, enquanto aguardava a chegada da suposta futura sogra, que no momento encontrava-se nas adjacências do Mercado Público, desarmando a sua torda e guardando as sobras da venda, no tempo em que tomava umas doses da caninha Chora na Rampa, aquela que apresentava a imagem de um trem no rótulo, caninha violenta. Decorrido esse tempo, o Cabecinha já um tanto alterado pelo efeito da bebida, da mesma forma a empresária fatorial, ambos entregues aos caprichos biritais. Os dois se peitaram no empório, se cumprimentaram, até aí tudo bem. Foi quando a velha já desconfiada perguntou ao Cabecinha: “ ou pedaço de homem, o que você está pretendendo aqui? Quais são as suas pretensões com a minha “fia”? Fique sabendo que eu não vou criar uma “fia” com a vitamina do fato para entregar de mão beijada a um “fio de uma égua quaqué”, fora daqui calunga antes que eu le dê uma surra de bofe. E o Brito antes de se retirar do recinto, delicadamente falou para a fateira: “me dê licença mas eu preciso ir embora, está ficando tarde e poderá chover”.
BRITO CABECINHA E A ENTEADA DA FATEIRA
Contospor Remi Bastos 07/04/2014 - 08h 18min
Comentários