Ipanema

Poesias

João Neto Félix Mendes

Rio da minha infância, das lembranças,
Das saudades desde tempos imemoriais
Rio que corre parado;
Das areias, das pedras, das flores, sem água, sem nada.

A morte é o limiar
Quisera assim não fosse
Mas e a sina do progresso, certamente regresso
Tua trilha é o caminho das pedras

Onde estão tuas craibeiras ?
Onde estão tuas enchentes e teus peixes ?
Estamos afogados no egoísmo

Ouço teu grito de socorro !
Ouço teu lamento agonizante !
Outras plagas serão nosso abrigo !

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