As borboletas em panapanás
Migravam para as margens do Panema,
Enquanto as águas cristalinas do rio
Lentamente despiam as rochas
Fazendo-as emergir do seu álveo manso,
Formando um belo cenário
Com a vegetação espontânea em suas ourelas.
Eu era criança e corria descalço
Naquelas manhãs de setembro
Sobre as areias do meu rio,
No sopé da Serra do Cristo,
Em meio aqueles pequenos e multicores
Lepidópteros que descreviam
Orbitas nos seus vôos intermitentes.
Cresci e às vezes desejei
Ser como aquelas borboletas,
Que pudesse voar para bem distante,
Cruzar os mares, e nos meus vôos
Conseguisse roubar o néctar
Da mais linda rosa,
Aquela que me inebriasse
Com o seu perfume suave
E me acariciasse
Com suas pétalas macias
Num ósculo puro.
Aracaju, 09/01/2012.
AS BORBOLETAS
PoesiasRemi Bastos 09/01/2012 - 13h 45min
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