É A SUA MÃE!

Fábio Campos

Já dissemos aqui, noutras crônicas a origem da comemoração pelo dia das mães. A data teve início nos Estados Unidos, começo do século 20. A norteamericana Anna Jarvis organizou a primeira homenagem pública a sua mãe. No Brasil, a primeira comemoração ocorreu em 1918, promovida pela associação Cristã de Moços de Porto Alegre, e foi oficializada em 1932, pelo então presidente, Getúlio Vargas. Estabelecendo o segundo domingo de maio como data oficial.

“Andei por todos os jardins/ Procurando uma flor pra te ofertar/ Em lugar algum eu encontrei, a flor perfeita pra te dar/ Ninguém sabia onde estava, estava flor, mimosa perfeição/ Ela se chama flor mamãe/ E só nasce no jardim do coração/ Enfeita nosso sonho, perfuma nossa ilusão/ Flor divina eu suponho/ Faz milagres em oração, Neste dia de carinho/ Quero sentir lá no peito/ Inebriando minha alma, Flor mamãe, amor perfeito. Composição: Jorge Louzada/ Júlio Gonçalves. Ano: 1962.”

Ontem, indo pra cidade de Senador Rui Palmeira. No automóvel o rádio tocava essa música, na voz do saudoso Agnaldo Timóteo. Sentimentos bons, do passado, lá da infância, chegando com muita propriedade. O jargão popular diz que “Mãe, só temos uma.” Ao que contestamos veementemente. Tive minha mãe biológica, Dineusa Bezerra Campos, que se encontra na glória. Tenho ainda outras duas mães, muito presentes em minha vida. Minha querida sogra, Marinete Vieira Rego, e uma mãe espiritual: Nossa Senhora Maria Santíssima. A quem recorro, diariamente, sua intercessão, em momentos bons, ou não tão bons.

“Dizer “jargão popular” não é pleonasmo, mas sim uma forma de linguagem que pode ser entendida por um público específico, semelhante ao que é feito ao usar gírias em contextos informais. Dicio.Copilot search.com”

“Ó, minh’alma retorna a tua paz/ Como criança, bem tranquila/ No regaço acolhedor de sua mãe(2x). Minha mãe é a virgem Maria/ É ela que agora vai, Me acolher, me abraçar, Me perdoar, me compreender/ Me acalmar, me ensinar, me educar, Me formar, me amar(2x)/ Ó minh’alma retorna a tua paz. Composição: Irmã Kelly Patrícia.1996.”

É A SUA MÃE! “Camarão, é a sua mãe!”. Era esse o jargão, do personagem Bertoldo Brecha [Mário Tupinambá 1932-2010] do programa humorístico Escolinha do professor Raimundo, 1ª Edição: 1990. Essa de provocar o opositor, usando como artifício a sua genitora vem, lá, da nossa infância. Nas rodas de brincadeiras, se quisesse chamar alguém pra briga, era só referir-se a mãe do oponente: “É a sua mãe!”; “Fio de rapariga!”; “Esse risco, é a mãe dele!” Pra botar lenha na fogueira, alguém tinha a petulância de representar, com um risco no chão, a mãe de um ser humano [um pirralho]. Bastava o outro cuspir ou pisar naquele risco no chão, pronto: socos e pontapés comiam no centro.

Outros assuntos. A Tathi [curiositatthi] na sua página do Instagram, trouxe um tema não filológico. Mas, bastante pertinente nos dias atuais. De onde vem a teoria que devemos dormir 8 horas por noite, para que tenhamos saúde física e mental? A enciclopédia mundial virtual, diz que do advento da Revolução Industrial: da popularização da iluminação elétrica, e da padronização dos horários de trabalho. Então concluímos que isso não passa de um conceito capitalista.
Na idade Média, existia o chamado Sono Bifásico: se ia dormir cedo, por volta das 18 horas [ com o pôr-do-sol] se dormia por 3 a 4 horas, e se acordava por volta das 21 horas: para a chamada “Vigília”. Esse intervalo de tempo acordado era aproveitado para: ler, estudar, orar, visitar amigos, fazer filhos. Depois de 2 a 3 horas voltava-se a dormir, até o raiar do dia. Fazendo as contas, somam-se aí cerca de 9 a 10 horas de sono, intercalado pela vigília. Pesquisei aqui na internet, qual era a expectativa de vida de um cidadão europeu da idade Média, pasmem! Era: 33 anos!

O homem contemporâneo, como vimos ali em cima, com jornada de trabalho na faixa de 8 horas, com o uso da eletricidade, teve uma melhoria na qualidade de vida. E o conceito propalado até hoje, é que: “Um terço da nossa vida, passamos dormindo.” Com o advento da cibernética, tecnologia de ponta, com super exposição a feixes de luzes: tela, telinha e telona. Faz-se necessário uma nova padronização do tempo. Voltei a perguntar ao Google a expectativa de vida de um homem europeu hoje? 78,7 anos. E um sul americano? 75,5 anos. A primeira fonte pesquisada encerra a matéria dizendo: “Estudos mostram que a faixa de 7 horas de sono, é a mais segura para a maioria dos adultos. E a regra das 8 horas, não tem fundamento científico.”

Ao ver ali em cima, no tempo do Sono Bifásico que na Vigília, se aproveitava, entre outras coisas, para orar. Lembrei-me de uma prática trazida pelos cristãos católicos, que está voltando, a de acordar de madrugada para rezar: 3 horas para a recitação do terço da misericórdia; de 4 as 6h a recitação do Santo Rosário.

Horas Canônicas, ou Liturgia das Horas, do Latim Divinum Officium. São momentos específicos de oração, ao longo do dia. Estruturando a vida espiritual do cristão e mantendo uma conexão contínua com Deus. A Liturgia das Horas organiza a oração em sete momentos principais: Ofício das Leituras: pode ser rezado a qualquer hora do dia ou da noite; Laudes: oração da manhã, próxima ao nascer do sol; Hora Média: dividida em três momentos: Terça (9h), Sexta (12h) e Nona (15h); Vésperas: oração ao anoitecer, próxima ao por do sol; Completas: a oração antes de dormir.

Outro assunto. Os irmãos Cauwave, no Instagram confabulavam sobre o recém ocorrido 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Diziam que, em Roma antiga, para o termo “Pão” em Latim, se dizia: “Panis”. Dividir o pão era símbolo de amizade, dividir “COM” um pão “PANIS”: “COMPANIS”. Em inglês “COMPANY”, em português “Companhia”. ÓPERA em Latim significa “trabalho”. E quem trabalha é um “OPERÁRIO”. Aquele que o ajuda: CO-OPERA, portanto faz um trabalho de “Cooperação”. Eu complementaria dizendo que, o local de Cooperação ficaria conhecido como uma Cooperativa.

UM CASO DE FONOLOGIA [Ramo da Gramática que estuda a pronúncia das palavras] O que diferencia a pronúncia de: VINAGRETE (é) e PATINETE (é); de MOLINETE (ê) e TAMBORETE (ê). São todas palavras PAROXÍTONAS [penúltima sílaba Tônica] E TODAS VEM DO FRANCÊS . O que vai influir aqui na pronúncia, é a formação, sua raiz, ou radical. Os radicais das duas primeiras: vinagr(e) e patin(e) vem de uma ação verbal ‘colocar, pôr’, vinacr (molho) + te; patin (pata) + te. A vogal “e” surge como elemento unificador ao sufixo “te”. Enquanto que molin(moinho) + ete; tambor(recipiente) + ete. Surgem da união de um substantivo com o sufixo “ete”. Facílimo! Como diria Djavan “Mais fácil aprender japonês em braile”.

PARA REFLETIR. No Instagram da “Vó Alice”. Uma senhora do alto dos seus noventa anos, dizendo: “Três coisas eu tenho certeza: oração funciona; o silêncio é a melhor resposta; Deus é bom o tempo todo. Para todas as coisas.”

UM POUCO DE HUMOR PRA ENCERRAR
FRASES BIPOLARES
MINHA NOSSA!
FRIO DOS INFERNOS!
FICA VAI!
BEM MAL!
MUITO POUCO.
AMANHÃ NO JORNAL HOJE.

RESPOTAS NUMA PROVA
1)O QUE ACABOU EM 1896? R = 1895
2)ESCREVA UMA FRASE USANDO “POR QUE”. R = POR QUE?
3)MOTIVE SUA RESPOSTA. R= VAI RESPOSTA VAI!

É COMO DIZ AQUELE DITADO NÉ
Canivete na Mão de ANÃO É FACÃO.
Em Terra de CEGO, Fazer PIPOCA É TIROTEIO.
Pra Rato, Todo MORCEGO É ANJO.

FRASES DE MÃE DOS ANOS 90
SE EU FOR AÍ E ACHAR, EU TE ESFREGO NA CARA!
EM CASA A GENTE CONVERSA!
É TUDO EU NESSA CASA. QUERO VER QUANDO EU MORRER!
ENQUANTO ESTIVER DEBAIXO DESSE TETO. AS REGRAS SÃO AS MINHAS!


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