Escrever bem é uma arte privilegiada. Entretanto, não existem escolas para formar escritores. Difere, portanto, de ser poeta, pois o poeta já nasce poeta.
As escolas e universidades transmitem conhecimentos e regras, moldando o artista com técnica e aperfeiçoamento. Não se nasce escritor; é o trivial da vida que, gradualmente, vai levando o homem a trilhar caminhos sinuosos, despertando a tendência para escrever e encontrando facilidade em aglutinar as palavras na elaboração dos textos e na construção da obra.
Carece, contudo, de conhecimento e domínio do assunto. Não é necessária nenhuma formação acadêmica para ser escritor, mas é indispensável possuir o conhecimento básico das classes gramaticais.
Ser escritor é trilhar um caminho difícil e melindroso, sobretudo quando se escolhe um tema complexo.
Ao tomar conhecimento do livro do renomado escritor Clerisvaldo B. Chagas, Corisco e Dadá, arvorei-me em adquirir a obra, que dias depois chegou às minhas mãos. Comecei a lê-la com o propósito de conhecê-la e de escrever, no Portal Maltanet, as impressões que a obra me proporcionou. É exatamente isso que estou fazendo.
É a história fazendo-se pela inteligência do homem. Túlio Cícero, o maior orador romano, escreveu que a história é a mestra da vida, porque os acontecimentos não morrem de repente; deixam fagulhas que são resgatadas pela posteridade.
O imortal Clerisvaldo B. Chagas, escritor sertanejo de sete costados, com mais de uma dezena de livros escritos e publicados, adentrou o universo do cangaço, assunto controvertido e instigante. Não é a primeira vez que o autor envereda por esse tema.
O pensador Henri Marrou escreveu: "A história e o conhecimento da pessoa humana devem ser vistos com respeito e profundidade."
Acredito que Clerisvaldo encontrou muitos espinhos na busca dos fatos autênticos para compor Corisco e Dadá, mesmo porque a história de Corisco não pode ser contada sem a de Dadá. Ela, cujo nome de batismo era Sérgia Maria da Conceição, era casada na Igreja Católica com Cristiano da Silva Cleto.
Corisco ingressou no cangaço em 1924, tornando-se um dos homens de confiança de Lampião. Recebeu o apelido de Diabo Loiro.
O grande escritor Frederico Pernambucano de Mello é um dos maiores conhecedores da história do cangaço nordestino. Homem dedicado à pesquisa, escreveu sobre Benjamim Abraão, que conviveu com o venerável Padre Cícero Romão Batista e chegou a filmar importantes passagens da vida dos cangaceiros.
Suponho, portanto, que as dificuldades e a escassez de subsídios e informações concretas façam parte da rotina de quem encontra nas letras sua maior razão de viver. Ainda assim, tanto a obra de Clerisvaldo B. Chagas quanto a de Frederico Pernambucano de Mello retratam, com fidelidade, a profundidade das pesquisas empreendidas.
Seu trabalho, Clerisvaldo, prende-me do começo ao fim pela genialidade que orgulha Santana do Ipanema e todo o sertão de Alagoas.
Concluo este artigo com o sábio aforismo do escritor e doutor Tobias Medeiros:
"A arte de escrever encanta, embeleza e eleva o homem além da morte."
Se desejar, também posso fazer uma revisão em estilo acadêmico e literário, deixando o texto ainda mais elegante, sem perder a identidade da escrita.
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