Colunistas: NÔ PEDROSA - Por José Malta Fontes Neto

Cultura

Por Redação

Considero-me um privilegiado por poder vivenciar momentos importantes. Um deles ér ir sempre a Casa O Ferrageiro, quase todos os dias, e ter a honra de conversar com o sócio daquela empresa, Bartolomeu Barros.

Lá, eu posso dizer que aprendo uma lição a cada dia. Pois ele é um exemplo para mim. Sempre encontro Bartó, como carinhosamente o chamo, lendo algo, pois é um amante da leitura. É um dos poucos assinantes do Jornal Gazeta de Alagoas em Santana do Ipanema.

Tem uma passagem interessante: recentemente foi a Recife para fazer os seus exames de rotina. Em uma de minhas visitas, logo que ele retornou, vi uma pilha de jornais em cima de sua mesa, não quis ser indiscreto perguntando para que, mas percebi que estava lendo todos os números atrasados. Notando meu olhar ele arrematou: Sempre tem algo de bom nos jornais.

Foi num momento desse que Bartolomeu que na minha visita diária, deu-me o Caderno B do Gazeta e disse: “Pode José, uma coisa dessa?”. Estampada na matéria estava uma reportagem especial sobre o assassinato do militante anarquista mais conhecido em Alagoas. Como era uma matéria grande pedi o jornal para ler em casa.

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