Riacho Grande
Das histórias assinaladas
E do canto da passarada
Acordando o meu sertão,
Das cardinheiras
Em vôos de despedidas
Deixando a terra querida
Fugindo da sequidão.
Riacho Grande
Meu repouso, meu ranchinho
Hoje aqui no meu cantinho
Tão distante de você,
A noite buscando a aurora
No crepúsculo matutino
Despertando no meu tino
A vontade de te ver.
Riacho Grande
Do velho carro de bois
Que na estrada se foi
Para nunca mais voltar,
Até o velho carreiro
Com ele partiu também
Deixando em lágrimas alguém
Que somente lhe soube amar.
Aracaju, 06/06/2011
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