Considero a história a rainha das ciências, quem não tem história, não tem vida, haja vista ser essa ciência um liame entre o passado e o presente. O Marquês de Maricá, sentenciava que: “a história é a biografia da humanidade”, se queres conhecer o passado, registre o presente, todos nós temos uma história, umas amargas, outras hilárias, e assim caminha a humanidade.
Focando o quesito em tela a centenária Lagoa do Povoado do Pedrão no município de Olho d’Água das Flores, há 5,5 km da sede foi iniciada no final da escravidão quando a Princesa Isabel aboliu a escravatura no Brasil no dia 13 de maio de 1888, constituindo-se uma heroína da história, dada a sua coragem e coração magnânimo, cujo processo passou por várias fases nos trâmites das leis da época que convergiam para as evidências da extinção da escravidão, a exemplo da lei do Sexagenário, a lei de Eusébio de Queirós, por tão sublime e proclamada a extinção da escravatura no Brasil, e essa coluna da história.
Em conversa dentro do navio Alagoas, que levaria a princesa Isabel a Portugal, o jornalista André Rebouças, amigo da princesa e que era negro de saber invulgar, além de tribuno exemplar defensor dos escravos perguntou a princesa Isabel, vossa alteza proclamando a anistia da escravidão no Brasil ganhou a alegria dos negros, devolvendo-lhes a liberdade, mas ganhou também a raiva e a fúria dos fazendeiros que perderam seus escravos, ao que ela respondeu, se voltassem ao Brasil outra vez, dez vezes, faria a mesma coisa. Que senso de alta sensibilidade humana!
Com a extinção da escravidão os negros se espalharam pelo Brasil a fora, e homiziaram-se na Serra da Barriga no Estado de Alagoas e lá mantiveram resistência de liberdade até 1694, quando foi destroçada pela expedição de Domingo Jorge Velho, como líder da expedição, seu companheiro, Domingos Palmares, foi morto no ano seguinte o local foi denominado de União dos Palmares, sendo hoje, um município rico e prospero, guardando esse passado como uma saga de luta e liberdade.
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