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Pedro Cardoso Costa
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28/02/2017
MULHERES, AO ESPORTE
 
Mulheres, ao esporte

N√£o √© nenhuma novidade para ningu√©m que o brasileiro n√£o tem o h√°bito de praticar esporte. Isso √© atestado pelos resultados em competi√ß√Ķes internacionais. Dentre aqueles que praticam com regularidade razo√°vel, numa compara√ß√£o a olho nu entre homens e mulheres, talvez a diferen√ßa ultrapasse os 80% a favor dos homens.

Essa desproporção já vem de muito tempo, talvez da formação humana na Terra. E, percebendo que esse percentual ainda é maior nas denominadas classes sociais mais humildes, tomei a iniciativa de colocar em prática uma tentativa de mudança.

Comprei redes e bolas de v√īlei e as levei a pequenos vilarejos em minha cidade Natal, Nova Soure/BA. J√° no local, com uma cal, demarc√°vamos uma quadra, finc√°vamos dois mastros (caibros) e come√ß√°vamos a jogar v√īlei de imediato. Somente com mulheres. Era exatamente o v√īlei, por entender que seria o mais conhecido e com mais facilidade para a pr√°tica dos fundamentos e para assimila√ß√£o de regras, sem os detalhes. Para inicia√ß√£o, come√ßava sempre em duplas trocando passes entre elas. Depois, j√° jogando para valer o saque era por baixo da bola. Foi e √© um m√©todo eficaz.

Depois do pontap√© inicial, com a ressalva de que seria para o controle ser delas, √≠amos para outra empreitada; outro lugar. Ali a semente estava plantada. Ficava a bola e a rede, com o aviso de que voltar√≠amos logo. Em alguns lugares, a gente voltava, os homens estavam jogando e as mulheres assistindo ao lado. √Č cultural. √Č dif√≠cil de mudar. Mas √© preciso.

E como mudar? Eis a pergunta que dei a minha resposta pessoal na pr√°tica, como narrada acima. Mas n√£o tenho a resposta coletiva. Fiz uma s√©rie de sugest√Ķes √†s autoridades num outro texto.

Certo √© que n√£o existem iniciativas e a√ß√Ķes coordenadas para fazer essa mudan√ßa e trazer √†s mulheres o h√°bito de praticarem esporte, especialmente nas camadas mais pobres. Como todo dom√≠nio da cultura, elas aceitam e sequer t√™m um pensamento voltado para quebrar esse tabu. E n√£o se est√° falando de estruturas organizadas de clubes. A ideia seria semelhante √†s condi√ß√Ķes b√°sicas dos homens simples que lotam os campos de v√°rzea nas grandes cidades ou nos campos de futebol do interior, que se resumem a um terreno limpo, duro como uma pedra, duas traves e v√°rias hist√≥rias, torneios, festivais, com premia√ß√£o que variam de trof√©us, dinheiro e bois.

Talvez o empresariado, grande, pequeno; comerciantes das pequenas cidades, todos, pudessem aderir com mais incentivos individuais a seus funcionários e com algumas iniciativas específicas nas empresas para integração feminina.

Fora essas pequenas sugest√Ķes, a men√ß√£o a minha iniciativa √© para refor√ßar que √© poss√≠vel fazer alguma coisa, e para dar uma satisfa√ß√£o a algumas pessoas que indagam se fa√ßo algo ou se apenas critico. Talvez seja outra distor√ß√£o, dentre tantas disseminadas no Brasil, para calar ainda mais esse povo, que aceita tudo sentado e se acha politizado por reclamar e participar de correntes no Facebook ou nos grupos de contato.

Trata-se de um alerta. N√£o quero convencer a ningu√©m. Sigo o escritor Jos√© Saramago: ‚ÄúAprendi a n√£o tentar convencer ningu√©m. O trabalho de convencer √© uma falta de respeito, √© uma tentativa de coloniza√ß√£o do outro‚ÄĚ. Ser√°? Nesse caso, bem que eu gostaria.

Pedro Cardoso da Costa ‚Äď Interlagos/SP
Bacharel em direito

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