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Manoel Augusto
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01/03/2009
DIÁRIO DE ... Ensaio XI Bratislava
 
Ensaio XI – Bratislava, República da Eslováquia

A inclusão de Bratislava em nosso giro pelo Leste Europeu, pode-se dizer, foi um acidente de percurso. O roteiro que havíamos traçado não contemplava Bratislava pelo simples fato de não a considerarmos relevante na satisfação da nossa curiosidade pela história e pela cultura dos países da extinta União Soviética. Entretanto, Bratislava se interpunha em nosso roteiro como condição para irmos de Budapeste a Munich, pela Eurolines.

Qual não foi a nossa surpresa, Bratislava é uma cidade milenar, riquíssima em história, com belos castelos e monumentos, cortada pelo romântico rio Danúbio. É uma pequena e serena metrópole, com uma população em torno de 430.000 habitantes, metade da população de Maceió.

O primeiro assentamento humano na região data de 5.000 anos a.C., porém, a primeira cidade fortificada conhecida foi fundada pelos Celtas, 200 anos a.C. Do século I ao século IV a região foi dominada pelos romanos, em cujo período introduziram a cultura do vinho. Os eslavos chegaram entre os séculos V e VI, no chamado período da migração. Já no século IX, os castelos em Bratislava (Brezalauspurc) e Devín (Dowina) eram importantes centros dos estados eslavos: Principado de Nitra e Grande Morávia.

Com a dissolução da “Cortina de Ferro” e o conseqüente desmembramento da Tchecoslováquia (1993) em República Tcheca e República Eslováquia, Bratislava, maior e mais importante cidade da então recém criada República Eslováquia, é promovida a capital.

A Eslováquia situada na Europa Central, é membro da União Européia, da OTAN da OCDE e da OMC. Com uma área de 49.000 km2 e uma população da ordem de 5.500.000 habitantes, limita-se com a República Tcheca, com a Áustria, com a Polônia, com a Ucrânia e com a Hungria.

Bratislava é praticamente escala para muitas metrópoles européias, distando 62 km de Viena, 196 de Budapeste, 324 de Praga, 569 de Belgrado, 769 de Zurich e 1266 de Paris. Estávamos em Budapeste e num fechar de olhos nos encontrávamos em Bratislava, mais precisamente às onze horas da manhã desembarcávamos do nosso multinacional auto bus, na Central Rodoviária.

Não precisa dizer que as paisagens húngaras e eslavas nesta época do ano (maio/junho) são indescritíveis. Cultiva-se centeio, trigo, uva, canola e girassol, apesar do setor primário na Eslováquia responder por apenas 4,0% do PIB, que depende do setor serviços com mais de 66,0% e da indústria, cerca de 28,0%.

A Eslováquia é um pequeno país que atingiu níveis tecnológicos elevados e possui uma indústria diversificada e altamente especializada – no setor automobilístico, metal mecânica, química e informática, principalmente.

A história de Bratislava como de resto de todo o leste Europeu é marcada por revoluções, ocupações, conflitos étnicos e guerras de conquistas.
Ao escrever esses ensaios, sempre me vêm à mente, como um filme que se reprisa, as imagens de troca de prisioneiros, de trens abarrotados de soldados, de perseguições a intelectuais e de histórias de espionagem. Nesse mister, os filmes americanos e ingleses sempre deram ênfase a esses aspectos lúgubres, funestos e obscuros vividos durante os anos da “guerra fria”. A denominação de “Cortina de Ferro” bem define esse período de extrema repressão e de supressão das liberdades nos países do Centro e leste da Europa.

Apeados do nosso auto bus e já com passagens marcadas para a próxima escala, Munich, nos dirigimos ao centro da cidade à procura de hotel. Tudo muito próximo, fomos em caminhada, puxando as malas sobre rodinhas – grande invenção para os viajeiros? Uma vez no centro, procuramos o “tourist information”. A experiência das paradas anteriores nos indicava essa direção, para não perder tanto tempo ao “zimboléo” – andando de um lado pra outro, sem rumo definido... as dificuldades de comunicação, a essas alturas, praticamente superadas. Já estávamos nos sentindo “quase, quase europeus”...

Não foi difícil achar pousada, no centro mesmo, a poucos quarteirões, porém os preços praticados eram bem superiores aos informados pelo setor de informações turísticas. Não aceitamos e depois de percorrer cerca de uma dezena de outros hotéis, todos lotados voltamos ao setor de informações que nos encaminhou para os alojamentos da Universidade da Eslováquia, na periferia de Bratislava. Nesta época, a universidade está em recesso e o alojamento, verdadeiro hotel 3 estrelas, é disponibilizado para turistas a preços bem acessíveis. Sem o saber disso pensei: “e agora, vão nos mandar pra lá do Benedito Bentes”... devido a distância! Deve ser daquelas casas de estudantes conhecidas no Brasil, cuja organização e higiene está mais para alojamento de bóia fria e menos para uma casa que serve de moradia às futuras elites da nação. Novamente a surpresa...

Quando nos apontaram o edifício, de 10 andares, moderno, bem ajardinado, muito limpo e bem equipado, num bairro nobre no alto de uma colina, pensei: deve ser engano, mas o enganado era eu, ainda bem que muito bem enganado! Por lá passamos duas noites bem dormidas, a 15 minutos de ônibus, dos centros comercial e histórico. Passamos dois dias e meio conhecendo Bratislava. Fomos aos subúrbios, andamos no comércio, fizemos compras em galerias populares e em centros de artesanato, visitamos monumentos históricos, torres, praças, igrejas e palácios e, o mais importante, curtimos o Danúbio com suas pontes magníficas e os inúmeros “cafés” do centro de Bratislava, ao ar livre, ao estilo Budapeste e Paris.

Curiosamente, quase não vimos mendigos no Leste Europeu, só alguns nas estações de metrôs e, então, os artistas de rua, todos adultos e, pelo que vimos, poucos moradores de rua, ao contrário de França e Suíça onde é mais comum o peditório.

Embora não pareça intencional, os europeus do leste, até mesmo os da Alemanha, tem uma postura um tanto quanto carrancuda, trombuda, de pouca conversa, como se estivessem de mau humor, deixando transparecer em alguns casos, um certo ar de superioridade, sem desbancar para a descortesia, achamos. É possível que os quase 50 anos de enclausuramento, na “cortina de ferro”, tenham desacostumado esses povos ao contacto com novas gentes e novos costumes, afinal, apenas 17 anos separam aqueles anos de repressão comandados pelos soviéticos, dessa nova época de liberdade e de ingresso na globalização.
Mnie para iti. Chiot, pajalsta ? (Preciso ir agora. Poderia nos trazer a conta, por favor?).
Spassiba za vashu pomach’ (muito obrigado por tudo).
E assim partimos para a próxima escala: Munich, Alemnaha.

MAAS



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