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Manoel Augusto
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20/08/2008
Diário de um caipira pelas ruas de Paris
 
Diário de um caipira pelas ruas de Paris
Ensaio VIII - PRAGA – Republica Tcheca

Ao raiar o sol do dia 17 de maio, chegávamos à estação rodoviária de Praga, ponto de parada do Eurolines. Daí, após marcarmos a partida para Viena na manhã do dia seguinte, domingo, seguimos em direção ao centro da cidade em busca de um hotel, fomos a pé, com duas jovens canadenses que também excursionavam pela Europa do Leste, sob um friozinho de 15 graus, pelas ruas vazias, permitindo-nos uma visão total dos edifícios do centro de Praga, até alcançarmos a praça da República, palco dos principais acontecimentos políticos e sócio-culturais do País, (desfiles, paradas militares, shows etc) . Passadas as primeiras emoções, saímos à procura de hotel. No início pareceu-nos difícil em face de não entendermos nada do idioma local. Tentávamos inglês, francês, espanhol e pouca informação conseguíamos, o mais próximo era em “russo”, conseguíamos entender uma palavra agora outra mais tarde, “ia ni gavariu pa-anglisski” traduzindo: eu não falo inglês, era a resposta que nos davam – ou então: “izvinitie, miest niet”, desculpem, estamos lotados, mas em fim procuramos, procuramos e encontramos. Segundo um ditado brasileirinho: “quem procura, um dia acha”!!!
Dividimos o grupo, cada um para uma rua procurando hotel, pensão, albergue (hostel) ou estalagem , o que fosse, queríamos uma pousada, o cansaço da viagem exigia acomodação, um banho, troca de roupa e “un petit déjeuner”. Acomodados num hostel, amplo e confortável, tínhamos um dia inteiro pela frente para explorar os pontos turísticos de Praga, repleta de museus, palácios e castelos fantásticos, muitos em plena restauração, mas já a mostra os detalhes, os brasões reais em dourado e verde, prendendo a atenção de nós pobres mortais cá do Novo Mundo. Saímos explorando o comércio recém aberto para enfrentar um dia movimentadíssimo com milhares de turistas do mundo inteiro, até do Brasil, enchendo as ruas, praças e lojas, uma esplêndida Babel!!!
Praga é patrimônio da humanidade, também chamada a Paris Oriental, é uma cidade simpática, cativante à primeira vista, conhecida como a “cidade das cem cúpulas” com seus 1.200.000 habitantes, está localizada na Boêmia central, cortada pelo sinuoso rio Vltava, com suas belas e antigas pontes. O castelo de Praga em Hradcany, construído entre os séculos XIV e XVII, está situado à sua margem oriental. Esse castelo, que foi antiga morada de reis e imperadores, é na atualidade a residência oficial do Presidente da República Tcheca, domina absoluto a paisagem da capital.
Praga é também uma cidade milenar, passagem obrigatória de rotas comerciais que atravessavam a Europa em todas as direções. Resquícios paleolíticos e neolíticos atestam a existência de povoações entre os anos 5.000 e 2.700 a.C. Embora os Celtas tenham fundado povoações na região de Praga por volta dos séculos IV e III a.C., a história registra assentamento permanente em Praga a partir do século IX, quando, segunda a lenda, a princesa Libuse e seu marido Premysl fundaram a cidade e iniciaram uma dinastia que permaneceu no poder até o século XIV, se convertendo no núcleo político do reino da Boêmia e num dos mais importantes centros comerciais da Europa medieval. Praga do século XXI é uma cidade que harmoniza o seu patrimônio histórico/cultural – a cidade antiga (Staré Mesto), com a moderna (Nové Mesto) de arquitetura contemporânea, inovadora e arrojada. A construção da primeira ponte de pedra sobre o rio Vltava em 1170, permitiu a ampliação da sua zona urbana. Praga também foi capital do Império alemão (1346 – 1378), por escolha do Imperador Carlos IV de Luxemburgo. Nesse período Praga experimentou um período de franco progresso, motivado pela fundação da universidade, que viria a se tornar no centro do nacionalismo tcheco. Praga também enfrentou revoltas e convulsões, destacando-se a insurreição hussita (primeira defenestração de Praga – séc. XV), inspirada pelos sermões do reformador protestante Jan Huss, levou o povo a atirar os dirigentes da cidade pelas janelas da sede do Governo.
A ascensão dos Habsburgos ao trono boêmio (1526) abreviou o período de paz e prosperidade da cidade. Em 1618 as tropas tchecas foram derrotadas na batalha de Montanha Branca , conhecida como a segunda defenestração de Praga, e em 1620 eclodiu a Guerra dos Trinta Anos, em cujo período Praga foi ocupada por saxões e suecos. A cidade viveu longo período de estagnação e declínio econômico, vindo a se reabilitar somente no século XVIII. Em 1848 prevaleceu o nacionalismo tcheco contra a dominação austríaca e em 1918 Praga se torna capital da nova e independente República da Tchecoslováquia. Os pactos de Munich em 1938 vincularam a Tchecoslováquia à Alemanha Nazista, permanecendo nessa condição até o final da segunda guerra mundial, quando a Tchecoslováquia passou para a órbita soviética, até a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em dezembro de 1992. Antes porém, em 1968 um acontecimento importante marcou a vida da cidade de Praga. Um movimento de insurreição popular que se tornou conhecido como Primavera de Praga, resultou na invasão violenta das tropas do Pacto de Varsóvia. Com a dissolução da União Soviética, a Tchecoslováquia foi dividida em República Tcheca, permanecendo a capital em Praga e Eslováquia cuja capital é Bratislava. Praga é o principal centro industrial, comercial e cultural do país, com economia variada, de elevado nível científico e tecnológico (química, metal-mecânica, elétrica, alimentar farmacêutica, têxtil, cinematográfica, etc), se tornou também grande centro turístico após a queda do regime comunista.
Com a entrada da República Tcheca na CEE, Praga e todo o país está se modernizando e respirando democracia. Terra de mulheres elegantes, bonitas, louras de traços longelíneos e desbragadamente fumantes. Também é a terra de escritores famosos como Franz Kafka, Rainer Maria Rilke e Jaroslav Hasec e dos compositores Antonin Dvorák e Bedrich Smetana.
Ao final da tarde, já cansados de andar pela cidade, visitar museus e conversar com turistas, voltamos ao “hostel” e por todas as praças que passamos, centenas de atores fantasiados, profissionais e amadores faziam inúmeras representações públicas. Já quase 21 horas, entramos num supermercado na Praça da República para abastecer o nosso “alforge” ou merendeira, como preferirem e tivemos o nosso único mal estar na República Tcheca: as máquinas do supermercado não aceitaram nossos cartões de crédito, tivemos que sacar moeda local em um caixa eletrônico para pagar nossa compra, não sem antes sermos admoestados com palavras e gestos bruscos do gerente dos caixas. Senti naquele momento que ainda restam resquícios da ditadura proletária soviética. Mas não deixamos barato, gesticulamos e falamos nos idiomas que conhecíamos – pelo menos, fale com educação!... “Be polite!” - “Soyez poli!”, etc. etc...
Depois de mais um breve giro pela noite de Praga, fomos dormir porque pela manhã bem cedo partiríamos para Viena, “da svidania”- boa noite.



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